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Photo de Mercure, obtenue par la sonde de la NASA, Mariner 10. |
Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. Por ordem desta proximidade, Mercúrio é também mais difícil de se observar porque ele encontra-se muito próximo do Sol no céu e a luminosidade ofuscante deste último ou do céu tem geralmente tendência a esmagar o brilho deste planeta.
A única possibilidade de o observar é enquanto que “estrela” pouco luminosa perto do horizonte, pouco antes do nascer-do-Sol na madrugada ou um pouco ao põr-do-Sol no crepúsculo. É pois quase impossível obter informações no que diz respeito a este planeta a partir de observações realizadas no solo.
As primeira imagens detalhadas foram observadas pela sonda da NASA, Mariner10, que também forneceu o essencial para os nossos conhecimentos actuais no que diz respeito à superfície do planeta.
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A superfície de Mercúrio está cobertade crateras como esta da Lua (Nasa Mariner 10). |
Como a Lua, Mercúrio é pequeno e a sua superfície está crivada de crateras formadas pelo impacto de rochas e de asteroides, na primeira fase da juventude do sistema solar. Eles despedaçaram-se sobre o planeta e ejectaram o material da superfície.
Mercúrio possui também grandes falésias que se formaram logo que o planeta, arrefecendo, se contraíu cobrindo-se de rugas como uma velha maçã.
De todos os planetas, Mercúrio tem a maior variação de temperatura entre o dia e a noite. Os dias são escaldantes (cerca de 400°C) e as noites são glaciais (cerca de -200°C). A causa está no facto da sua atmosfera ser muito ténue.
Só uma parte da superfície de Mercúrio foi cartografada porque Mariner 10 sobrevoou sempre o mesmo lado do planeta. Há pois ainda muito a explorar sobre Mercúrio. A Agência Espacial Europeia (ESA) pensa enviar uma sonda denominada BepiColombo em redor de Mercúrio em 2011-2012