Foto da Semana 
Admirando a Galáxia
É difícil, até para o astrônomo mais experiente, não parar por um momento no meio de um programa de observação vasto, para observar o rico e glorioso céu austral. Esta imagem é um auto-retrato tirado pelo astrônomo Alan Fizsimmons, que obteve esta fotografia entre sessões de observação no Observatório de La Silla do ESO.
Esta bela fotografia mostra o contraste entre uma simples figura, escura e parada, na Terra e o brilhante céu estrelado. Nesta imagem, o céu é dominado pelo enorme conjunto de estrelas e poeira que compõe o centro da Via Láctea, a nossa casa galática.
Os observatórios do ESO estão situados no deserto do Atacama, no norte do Chile, uma região com muito poucos habitantes, que combina noites muito escuras com condições atmosféricas extremamente límpidas, ambos factores necessários a observações de alta qualidade.
La Silla foi o primeiro observatório do ESO, inaugurado em 1969, onde estão instalados vários telescópios com espelhos cujos diâmetros vão até aos 3,6 metros. Com mais de 300 noites límpidas por ano, La Silla encontra-se muito bem posicionado para abrigar instrumentos de observação avançados, mas é também um local fabuloso para se parar um pouco e olhar para o céu.
O Alan submeteu esta fotografia no grupo Flickr Your ESO Pictures. O grupo Flickr é regularmente visto e as melhores fotografias seleccionadas para integrarem a nossa série Foto da Semana ou a nossa galeria de imagens.
Lore em movimento
Nesta fotografia um dos dois transportadores ALMA, o Lore, transporta uma das antenas de 7 metros de diâmetro do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array). O Lore e o seu irmão gêmeo, Otto, são dois veículos amarelos brilhantes de 28 rodas, construídos especificamente para deslocar as antenas ALMA ao longo do planalto do Chajnantor, situado a uma altitude de 5000 metros. Assim, a rede pode ser reconfigurada de modo a fazer as melhores observações possíveis de determinado objeto. Os veículos deslocam igualmente as antenas entre Chajnantor e o Local de Apoio às Operações, situado a uma altitude inferior, para manutenção.
O ALMA é composto por uma rede principal de cinquenta antenas de 12 metros de diâmetro e por uma rede adicional de doze antenas de 7 metros e quatro antenas de 12 metros, conhecida como Rede Compacta (ACA, sigla do inglês, Atacama Compact Array). Na imagem vemos o Lore transportando umas das antenas menores de 7 metros da rede compacta. As antenas de 12 metros da rede principal não podem ser colocadas mais próximas do que 15 metros entre si, caso contrário chocariam umas com as outras. Esta separação mínima entre antenas determina o limite da escala máxima das estruturas no céu que podem ser observadas. Isso significa que a rede principal não pode observar as maiores estruturas dos objetos extensos, tais como nuvens gigantes de gás molecular na Via Láctea ou galáxias próximas. A rede compacta foi especialmente concebida para ajudar o ALMA a fazer melhores observações destes objetos extensos. As suas antenas menores de 7 metros podem colocar-se mais próximas umas das outras, o que faz com que possam medir melhor as estruturas maiores que a rede principal não consegue observar.
Os picos de gelo que se vêem em primeiro plano são conhecidos como “penitentes”. Trata-se de um curioso fenômeno natural observado a altitudes elevadas, tipicamente a mais de 4000 metros acima do nível do mar. Os penitentes são finas lâminas de gelo ou neve endurecida que apontam na direção do Sol, atingindo alturas que vão desde alguns centímetros a vários metros.
O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
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Asas para a Ciência voam sobre o ALMA
Esta bela imagem, tirada em dezembro de 2012, mostra a rede de antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) [1], o maior projeto de astronomia em existência, situado no planalto do Chajnantor, nos Andes chilenos. As antenas maiores têm 12 metros de diâmetro, e as menores situadas no centro da imagem constituem a Rede Compacta (ACA, sigla do inglês para ALMA Compact Array). Esta rede compacta é composta por 12 antenas com diâmetro de 7 metros cada uma. A rede completa dispõe de um total de 66 antenas.
O ESO iniciou uma parceria para a divulgação com o projeto ORA Asas para a Ciência, uma organização sem fins lucrativos que oferece apoio aéreo a instituições públicas de pesquisa, durante uma viagem de um ano de volta ao mundo. Os dois membros da tripulação do projeto, Clémentine Bacri e Adrien Normier, voam num ultraleve especial amigo do meio ambiente [2], ajudando os cientistas em projetos tão diversos como amostragem de ar, arqueologia, observação de biodiversidade e modelagem de terrenos em 3D.
Os filmes de curta duração e as belas imagens produzidas durante os voos são utilizados para fins educativos e promoção da pesquisa local. A viagem de circumnavegação da equipe começou em junho de 2012 e terminará em junho de 2013, com uma aterrissagem no Show Aéreo de Paris.
Notas
[1] O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. O ALMA é financiado na Europa pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), na América do Norte pela Fundação Nacional para a Ciência dos Estados Unidos (NSF) em cooperação com o Conselho Nacional de Investigação do Canadá (NRC) e no Leste Asiático pelos Institutos Nacionais de Ciências da Natureza (NINS) do Japão em cooperação com a Academia Sínica (AS) da Ilha Formosa. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), que é gerido, pela Associação de Universidades (AUI), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Observatório ALMA (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, gestão e operação do ALMA.
[2] O avião ultraleve utilizado é um Pipistrel Virus SW 80, vencedor de um prêmio da NASA, que usa apenas 7 litros de combustível para cada 100 km - menos que a maioria dos carros.
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Prateado e azul no Paranal
O que poderá passar por um belo dia de céu limpo em qualquer parte do mundo é, na realidade, um raro dia nublado no Observatório do Paranal do ESO, no deserto do Atacama. Uma vez que este é um dos locais mais secos do planeta, é muito incomum o aparecimento de nuvens no céu. O fato do céu se apresentar sempre muito azul e limpo é um dos fenômenos mais característicos de estar no deserto do Atacama, referido por muitos astrônomos e engenheiros que passam algum tempo trabalhando no local. Esta bela panorâmica de 360º, tirada por Dirk Essl, empreiteiro no ESO, em 15 exposições separadas, capturou um dos raros dias com nuvens no Paranal. Podemos ver algumas nuvens finas e difusas do tipo cirrus por cima das coberturas do Very Large Telescope. Estas nuvens formam-se a elevadas altitudes e são feitas de pequeníssimos cristais de gelo.
Caem menos que 10 milímetros de chuva por ano no Observatório do Paranal, o que é uma das razões para o ESO ter escolhido esta montanha de 2600 metros de altitude como local para instalar o Very Large Telescope (VLT). Esta panorâmica inclui os quatro grandes telescópios principais do VLT e os quatros telescópios auxiliares menores, instalados no interior dos seus edifícios mais redondos, um no primeiro plano e os outros três mais afastados. Os trilhos no chão servem para deslocar os telescópios auxiliares para posições diferentes.
O Dirk submeteu esta fotografia no grupo Flickr Suas Fotografias ESO. O grupo Flickr é regularmente revisto e as melhores fotografias são selecionadas para aparecerem na nossa popular série Foto da Semana ou na nossa galeria de imagens.
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- Esta fotografia na galeria Flickr de Dirk Essl
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Sob o feitiço das Nuvens de Magalhães
Esta bela imagem do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), que mostra as antenas do telescópio sob um céu estrelado de tirar o fôlego, foi obtida por Christoph Malin, um Embaixador Fotográfico do ESO. Esta imagem foi retirada de um dos seus vídeos time-lapse do ALMA, vídeo esse que também se encontra disponível (ver ann12099).
Situado no planalto do Chajnantor, a uma altitude de 5000 metros, o ALMA é o telescópio mais poderoso do mundo a trabalhar nos comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro. A construção do ALMA estará terminada este ano e nessa altura o telescópio contará com um total de 66 antenas de alta precisão a operar neste local.
Podem ver-se, por cima das antenas, a Grande e a Pequena Nuvens de Magalhães brilhando intensamente no céu. Estas galáxias anãs irregulares próximas são objetos bastante proeminentes no hemisfério sul, podendo ser vistas até a olho nu. Estas galáxias orbitam em torno da Via Láctea - a nossa Galáxia - e existem evidências de que ambas se tenham distorcidas enormemente devido à sua interação com a Via Láctea, já que passam perto desta.
O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
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- Compilação de vídeos time-lapse de 2012 do ALMA
- Mais sobre o ALMA no ESO
- O Joint ALMA Observatory
- Embaixadores Fotográficos do ESO
Uma fita resplandecente de estrelas - A Via Láctea Sul sobre La Silla
Esta fotografia panorâmica, tirada por Alexandre Santerne, mostra uma noite fria de inverno, com uns salpicos de neve no Observatório de La Silla do ESO, no Chile, com o proeminente disco da Via Láctea, a nossa Galáxia, visto por dentro. A partir da nossa posição interna privilegiada, o disco da Via Láctea aparece como uma fita resplandecente de estrelas ao longo de todo o céu. Nesta panorâmica, a Via Láctea está distorcida em forma de arco, devido à projeção da lente grande angular.
Espreitando por cima da colina, do lado esquerdo na imagem, vemos o telescópio de 3,6 metros do ESO, onde está montado o instrumento HARPS (sigla de High Accuracy Radial velocity Planet Searcher), o principal descobridor de exoplanetas do mundo. Na ponta direita da fotografia está o telescópio suíço de 1,2 metros Leonhard Euler, construído e operado pelo Observatório de Genebra.
Existem inúmeras razões para La Silla ser um local ideal para observar o céu noturno em geral e a Via Láctea, em particular. Em primeiro lugar, situa-se no hemisfério sul, dando-nos por isso uma melhor vista da rica região central da Galáxia. Em segundo lugar, está situado longe de poluição e luzes das cidades, a uma altitude de 2400 metros, o que faz com que as noites sejam escuras e a atmosfera límpida.
O Alexandre submeteu esta fotografia no grupo Flick Suas Fotografias ESO. O grupo Flick é regularmente revisado e as melhores fotografias são selecionadas para aparecerem na nossa popular série A Foto da Semana ou na nossa galeria de imagens. Desde que submeteu a fotografia, o Alexandre tornou-se também um Embaixador Fotográfico do ESO.
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- Esta fotografia anotada na galeria Flick de Alexandre Santerne
- A galeria Flick de Alexandre Santerne
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Rastros de estrelas por cima da Residência no Cerro Paranal
Farid Char, Embaixador Fotográfico do ESO, obteve esta imagem do céu austral noturno sobre a Residência do Observatório do Paranal do ESO, no Chile, que mostra uma bela vista dinâmica do céu repleto de estrelas.
Para obter os rastros de estrelas circulares da imagem, Farid fez uma exposição de 30 minutos, revelando assim o movimento aparente das estrelas devido à rotação da Terra. No centro encontra-se o ponto aparentemente parado do polo sul celeste. À esquerda e em cima, vemos as manchas difusas da Grande e da Pequena Nuvens de Magalhães, galáxias vizinhas da Via Láctea.
A cúpula de vidro escuro, abaixo dos círculos das estrelas, faz parte do telhado da Residência. Esta construção única, parcialmente subterrânea, encontra-se em funcionamento desde 2002, abrigando cientistas e engenheiros que trabalham no observatório. Durante o dia, a cúpula com um diâmetro de 35 metros permite a entrada de luz natural no edifício.
No observatório, situado numa montanha com altitude de 2600 metros, no deserto árido do Atacama, as excelentes condições de observação têm um preço. As pessoas que lá trabalham enfrentam luz solar extremamente forte durante o dia, umidade muito baixa, e a elevada altitude deixa muita gente com falta de ar. Para as ajudar a relaxar e reidratar-se depois de um longo período de trabalho no topo da montanha, a Residência dispõe de um oásis artificial, com um pequeno jardim, uma piscina que umidifica o ar, uma sala de estar, uma sala de jantar e outras áreas de recreação. O edifício pode abrigar até 100 pessoas.
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A Galáxia Perdida
Esta imagem mostra a galáxia NGC 4535, na constelação da Virgem, sobre um fundo repleto de galáxias distantes tênues. A sua aparência quase circular significa que a vemos praticamente de face. No centro da galáxia, vemos uma estrutura em barra bem definida, com faixas de poeira que se curvam acentuadamente antes que os braços espirais saiam das pontas da barra. A cor azulada dos braços espirais indica a presença de um grande número de estrelas quentes jovens. No centro, no entanto, estrelas mais velhas e frias dão um tom amarelado ao bojo da galáxia .
Esta imagem no visível foi obtida com o instrumento FORS1 montado num dos telescópios principais de 8,2 metros do Very Large Telescope do ESO. Esta galáxia, que pode também ser vista através de telescópios amadores pequenos, foi inicialmente observada por William Herschel em 1785. Quando observada através de um pequeno telescópio, NGC 4535 tem um aspecto difuso e fantasmagórico, o que inspirou o proeminente astrônomo amador Leland S. Copeland a dar-lhe o nome de “Galáxia Perdida” nos anos 1950.
A NGC 4535 é uma das maiores galáxias do aglomerado da Virgem, um aglomerado de grande massa com 2000 galáxias, a cerca 50 milhões de anos-luz de distância. O aglomerado da Virgem não é muito maior, em termos de diâmetro, do que o Grupo Local - o conjunto de galáxias ao qual pertence a Via Láctea - no entanto, contém quase cinquenta vezes mais galáxias.
Capturando a Luz
Os telescópios usados para fazer pesquisas contam com câmeras de vanguarda, as quais, juntamente com os enormes espelhos necessários para coletar radiação emitida por uma grande região no céu, permitem aos astrônomos capturar a fraca radiação emitida por objetos celestes muito distantes. Mas podemos igualmente produzir imagens de rara beleza sem grandes telescópios e utilizando câmeras mais modestas.
Os astrofotógrafos usam câmeras mais convencionais para capturar imagens de objetos astronômicos, muitas vezes incluindo paisagens na sua composição e produzindo assim bonitos postais do Universo visto a partir da Terra.
Como exemplo temos esta Fotografia da Semana, que mostra o New Technology Telescope (NTT) de 3,58 metros, situado no Observatório de La Silla do ESO, sobreposto a um fundo de céu estrelado. Vemos na imagem, de forma proeminente, a Via Láctea - a nossa Galáxia - que aparece como uma banda difusa que cruza o céu. As regiões da Via Láctea que aparecem escuras são zonas onde a luz emitida por estrelas de fundo é bloqueada por poeira interestelar. Adicionalmente, vemos a Grande Nuvem de Magalhães à direita do telescópio, aparecendo como um nó difuso no céu. Esta galáxia próxima irregular é um objeto bastante proeminente no céu austral, orbitando em torno da Via Láctea. Existem evidências que sugerem que este objeto tenha sido bastante distorcido devido à sua interação com a nossa Galáxia.
Esta imagem foi tirada por Hàkon Dahle, que também é um astrônomo profissional. Hàkon submeteu esta fotografia no grupo Flick Suas Fotografias ESO. O grupo Flick é regularmente revisado e as melhores fotografias são selecionadas para aparecerem na nossa popular série Foto da Semana ou na nossa galeria de imagens.
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- Esta fotografia na galeria Flick de Hàkon Dahle
- A galeria Flick de Hàkon Dahle
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Cometas e estrelas cadentes sobre o Paranal
Esta imagem obtida por Gabriel Brammer, um dos Embaixadores Fotográficos do ESO, mostra um pôr do Sol no Observatório do Paranal, destacando dois cometas que passam atualmente pelo céu austral. Próximo do horizonte, no lado direito da imagem, o cometa C/2011 L4 (PAN-STARRS), o mais brilhante dos dois, mostra uma cauda brilhante causada principalmente por poeira que reflete a luz do sol. No centro da imagem, por cima das encostas do lado direito da montanha Paranal, podemos ver a coma esverdeada - um envelope gasoso em torno do núcleo - do cometa C/2012 F6 (Lemmon), seguida de uma cauda mais tênue. A cor verde resulta da ionização dos gases na coma devido à luz solar. Podemos também ser levados a pensar que existe ainda um terceiro cometa na imagem, mas o objeto brilhante que aparece entre os cometas Lemmon e PAN-STARRS é uma estrela cadente que, por acaso, está passando pela atmosfera, queimando-se precisamente no momento e lugar certos.
A neve chega ao deserto do Atacama
O deserto do Atacama é um dos locais mais secos do mundo. Vários fatores contribuem para as suas condições áridas. A cordilheira dos Andes e as montanhas da costa chilena bloqueiam as nuvens a leste e oeste, respectivamente. Adicionalmente, a corrente fria Humboldt no Oceano Pacífico, que cria uma camada de inversão de ar frio na costa, impede a formação de nuvens de chuva. Além do mais, uma região de alta pressão no oceano Pacífico sudeste dá origem a ventos que formam um anticiclone, o qual ajuda também a manter muito seco o clima no deserto do Atacama. Foram precisamente estas condições extremamente áridas que levaram o ESO a instalar o Very Large Telescope (VLT) no Paranal, no deserto do Atacama. No observatório do Paranal, situado no cume do Cerro Paranal, os níveis de precipitação ficam normalmente abaixo dos 10 milímetros por ano, com uma umidade que muitas vezes cai a 10%. As condições de observação são excelentes, com mais de 300 noites límpidas por ano.
Estas esplêndidas condições para a observação astronômica no deserto do Atacama, apenas muito raramente são afetadas pelas condições meteorológicas. No entanto, talvez durante um par de dias por ano, a neve vem visitar o deserto do Atacama. Esta fotografia mostra uma bela panorâmica do Cerro Paranal. O VLT está situado no pico à esquerda e o telescópio de rastreio VISTA encontra-se num pico ligeiramente mais baixo, um pouco mais à direita. O céu azul mostra que este é mais um dia de céu limpo. Desta vez, no entanto, algo está diferente: uma fina camada de neve transformou a paisagem desértica, proporcionando-nos uma vista incomum de rara beleza.
Esta fotografia foi tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO Stéphane Guisard, em 1 de agosto de 2011.
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O cometa e o laser
Gerhard Hüdepohl, um dos Embaixadores Fotográficos do ESO, tirou esta fotografia espetacular do Very Large Telescope do ESO (VLT) durante os testes do novo laser para o VLT a 14 de fevereiro de 2013. Este laser será usado como parte fundamental da Infraestrutura de Estrela Guia Laser, a qual permite aos astrônomos corrigir as observações da maior parte das perturbações causadas pelo movimento constante da atmosfera, criando assim imagens muito mais nítidas. No entanto, ao ver a imagem é difícil não pensarmos num laser futurista a apontar para algum invasor espacial distante.
Além da magnifica vista da Via Láctea por cima do telescópio, existe outro objeto que torna esta imagem ainda mais especial. À direita do centro da imagem, abaixo da Pequena Nuvem de Magalhães e quase escondido pela miríade de estrelas que se vêem no escuro céu chileno, vemos um ponto verde com uma tênue cauda para o lado esquerdo. Trata-se do recentemente descoberto, e mais brilhante do que esperado, cometa Lemmon, que atualmente se desloca lentamente ao longo do céu austral.
ESO testa um espelho ultra-fino
Este espelho muito fino deformável foi entregue ao ESO em Garching, Alemanha, e encontra-se em fase de testes. Tem 1120 milímetros de diâmetro mas apenas 2 mm de espessura, o que o torna muito mais fino do que a maioria dos espelhos de vidro. O espelho é tão fino que é suficientemente flexível para que, quando submetido a forças magnéticas, sua superfície refletora se deforma. Quando instalado no telescópio, a superfície do espelho será constantemente e milimetricamente alterada, corrigindo deste modo os efeitos de distorção causados pela atmosfera terrestre e produzindo assim imagens muito mais nítidas.
O novo espelho secundário deformável (DSM, sigla do inglês para deformable secondary mirror) irá substituir o atual espelho secundário de um dos quatro telescópios que compõem o VLT. A estrutura secundária completa inclui um conjunto de 1170 atuadores que aplicam uma força em 1170 ímãs colados na parte de baixo da estrutura fina. Uma eletrônica sofisticada construída especialmente para este fim controlará o comportamento do espelho. A superfície refletora pode ser deformada por ação dos atuadores até mil vezes por segundo.
O sistema DSM completo foi entregue ao ESO pelas empresas italianas Microgate e ADS em dezembro de 2012, concluindo assim oito anos de desenvolvimento sustentado e construção. Este é o maior espelho deformável já construído para aplicação na astronomia e é o mais recente numa longa linha desses espelhos. A extensa experiência destas empresas está bem patente no alto desempenho do sistema, assim como na sua confiabilidade. A instalação do sistema no VLT está prevista para 2015.
O espelho (ann12015) propriamente dito foi construído pela empresa francesa REOSC. O espelho consiste numa folha de material cerâmico que foi polido até se obter uma forma muito precisa. O processo de construção começa com um bloco de cerâmica Zerodur, fornecido pela Schott Glass (Alemanha), com mais de 70 milímetros de espessura. A maior parte do material é limado e polido até se chegar a uma fina camada final, que tem que ser cuidadosamente suportada em todos os momentos, uma vez que é extremamente frágil.
Links
- Departamento de Óptica Adaptativa do ESO
- Brochura sobre a infraestrutura de Óptica Adaptativa no ESO (arquivo .pdf)
- Microgate
- ADS
- REOSC
- Schott Glass
Pintura a Luz e a Laser
Numa noite límpida na Baviera, funcionários do ESO assistiram à filmagem de um episódio do ESOcast que tratou da nova unidade compacta de estrela guia laser, a qual pode ser observada em ação no Observatório Público Allgäu em Ottobeuren, Alemanha. Com o brilho dos seus telefones celulares, eles aproveitaram a exposição longa desta fotografia para escrever as letras “E-S-O” com luz, em frente ao observatório. À esquerda do raio laser, podemos ver a Via Láctea, e acima do horizonte, sobre o observatório, é visível uma linha tracejada correspondente à passagem de um avião. O laser tem um raio poderoso de 20 watts, e para proteger pilotos e passageiros foi criado, pela Deutsche Flugsicherung (responsável pelo controle de tráfego aéreo na Alemanha), um perímetro de voo interditado em torno do observatório, durante as horas da observação noturna.
As estrelas guia laser são estrelas artificiais criadas na atmosfera da Terra com o auxílio de um raio laser. O laser faz com que os átomos de sódio, situados numa camada da atmosfera a 90 quilômetros de altitude, brilhem, criando assim uma estrela artificial no céu, que pode ser observada com um telescópio. Usando as medições feitas sobre esta estrela artificial, os instrumentos de óptica adaptativa podem depois corrigir as observações do efeito de imagem desfocada.
Este conceito inovador do ESO utiliza um poderoso laser, cujo raio é lançado por um pequeno telescópio, combinado numa única unidade modular, que pode ser montada diretamente num telescópio grande. O conceito, que foi patenteado e licenciado pelo ESO, será usado para dar ao Very Large Telescope (VLT) quatro unidades laser similares. Terá também um papel determinante nas unidades que irão equipar o futuro European Extremely Large Telescope (E-ELT).
Na época da filmagem, a unidade estava sendo testada, antes de ser enviada para o Observatório do Paranal do ESO, no Chile, local do VLT.
Links
- Episódio do ESOcast sobre Estrelas Guia Laser
- Mais sobre a unidade de Estrela Guia Laser Wendelstein do ESO
- Mais sobre o Observatório Público Allgäu
Pôr do Sol no Observatório do Paranal
Babak Tafreshi, um Embaixador Fotográfico do ESO, capturou esta bela imagem do Observatório do Paranal do ESO iluminado pelo pôr do Sol. O céu maravilhosamente limpo sugere as condições atmosféricas excepcionais que existem aqui; uma das razões principais para o ESO ter escolhido o Paranal como local do Very Large Telescope (VLT), a sua infraestrutura emblemática.
O VLT - que pode ser visto no Cerro Paranal, o pico mais alto da imagem, com uma altitude de 2600 metros - é o observatório astronômico mais avançado do mundo operando no visível. É composto por quatro telescópios principais, cada um com um espelho primário de 8,2 metros de diâmetro, e quatro telescópios auxiliares de 1,8 metros. O VLT opera nos comprimentos de onda do visível e do infravermelho e dentre as observações pioneiras executadas com o VLT podemos destacar a primeira imagem direta de um exoplaneta (ver eso0515) e a descoberta de estrelas em movimento orbital em torno do buraco negro central da Via Láctea (ver eso0846 e eso1151).
No Cerro Paranal encontra-se também o VLT Survey Telescope (VST). O seu edifício menor vê-se, com muita dificuldade, em frente a um dos edifícios maiores que abriga um dos telescópios principais do VLT, no cume da montanha. O VST é o telescópio instalado mais recentemente no Paranal, com as primeiras imagens divulgadas em 2011 (ver eso1119). Tem um espelho primário de 2,6 metros de diâmetro, o que o torna o maior telescópio do mundo dedicado a mapear o céu no visível.
Outro telescópio de rastreio instalado no Observatório do Paranal é o VISTA, o Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, que pode ser visto no outro pico, em primeiro plano relativamente ao Cerro Paranal. O VISTA é o maior telescópio de rastreio do mundo, com um espelho de 4,1 metros, e opera nos comprimentos de onda do infravermelho. O telescópio começou a trabalhar em 2009 (ver eso0949).
Links
- Mais sobre o Very Large Telescope
- Mais sobre os telescópios de rastreio no Paranal
- Embaixadores Fotográficos do ESO
Um peso-pesado intergaláctico
Esta imagem profunda mostra o que é conhecido como um superaglomerado de galáxias - um grupo gigante de aglomerados de galáxias ligados entre si. Este, conhecido como Abell 901/902, é constituído por três aglomerados principais diferentes e um número de filamentos de galáxias, típicos de tais super-estruturas. Um dos aglomerados, Abell 901a, pode ser visto por cima e um pouco à direita da estrela vermelha bastante proeminente que se encontra em primeiro plano, próximo do centro da imagem. Um outro, Abell 901b, está situado à direita de Abell 901a, um pouco mais abaixo. Por fim, o aglomerado Abell 902 encontra-se diretamente abaixo da estrela vermelha, estendendo-se para baixo na imagem.
O superaglomerado Abell 901/902 situa-se a um pouco mais de dois bilhões de anos-luz da Terra e contém centenas de galáxias numa região com cerca de 16 milhões de anos-luz de dimensão. Em termos de comparação, o Grupo Local de Galáxias - que contém a nossa Via Láctea, para além de mais outras 50 galáxias - tem uma dimensão de aproximadamente 10 milhões de anos-luz.
Esta imagem foi obtida com a câmara Wide Field Imager (WFI), montada no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, situado no Observatório de La Silla, no Chile. Em 2008, com dados do WFI e do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, astrônomos mapearam de modo preciso a distribuição de matéria escura no superaglomerado, mostrando que os aglomerados e as galáxias individuais que fazem parte da super-estrutura se encontram no seio de enormes nodos de matéria escura. Para chegar a este resultado, os astrônomos observaram como é que a radiação emitida por 60 mil galáxias distantes, situadas por detrás do aglomerado, era distorcida devido à influência gravitacional da matéria escura existente no aglomerado, e revelaram deste modo a sua distribuição. Pensa-se que a massa dos quatro nodos de matéria escura do Abell 901/902 seja cerca de 10 trilhões de vezes a do Sol.
As observações aqui apresentadas fazem parte do rastreio COMBO-17, um rastreio do céu feito com 17 filtros ópticos diferentes montados na câmara WFI. O projeto COMBO-17 encontrou até agora cerca de 25 000 galáxias.
Links
- O rastreio COMBO-17 no Max-Planck-Institut für Astronomie, Heidelberg
- Imagem de grande angular da região em torno do superaglomerado Abell 901/902
APEX sob a Lua
Outra noite estrelada no Planalto do Chajnantor, nos Andes chilenos. O quarto crescente da Lua brilha intensamente nesta imagem, ofuscando os demais objetos celestes. No entanto, para os rádios telescópios como o APEX (sigla do inglês para Atacama Pathfinder Experiment), que se vê na imagem, o luar não atrapalha as observações. Na realidade, uma vez que o próprio Sol não é muito brilhante nos comprimentos de onda do rádio, o telescópio pode também ser utilizado durante o dia, desde que não se aponte diretamente para o Sol.
O APEX é um telescópio com 12 metros de diâmetro, que coleta radiação nos comprimentos de onda do milímetro e submilímetro. Os astrônomos que observam com o APEX podem ver fenômenos que seriam invisíveis nos comprimentos de onda mais curtos do infravermelho ou do visível. Por exemplo, o APEX pode espiar através de densas nuvens interestelares de gás e poeira cósmica, revelando regiões escondidas onde acontece a formação estelar, fenômeno que brilha intensamente nestes comprimentos de onda, mas que se encontra obscurecido quando observado no visível e infravermelho. Algumas das galáxias mais distantes e primitivas são também alvos excelentes para o APEX. Devido à expansão do Universo durante bilhões de anos, a luz destas galáxias desviou-se para os comprimentos de onda maiores situados nos domínios do milímetro e do submilímetro, que são exatamente os comprimentos de onda observados pelo APEX.
O APEX é uma colaboração entre o Instituto Max Planck para a Rádio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e o ESO. A operação do APEX no Chajnantor está a cargo do ESO.
Esta imagem foi obtida pelo Embaixador Fotográfico do ESO, Babak Tafreshi, e faz parte de uma fotografia panorâmica maior, que também está disponível cortada de outro modo.
Links
ALMA tornado miniatura pelos picos das montanhas
À primeira vista, esta imagem panorâmica mostra o cenário montanhoso do Planalto do Chajnantor, no Chile, com neve e gelo espalhados pelo terreno deserto. Os picos principais, da direita para a esquerda, são: Cerro Chajnantor, Cerro Toco, Juriques e o cone bem distinto do vulcão Licancabur (ver potw1240) - uma imagem impressionante! No entanto, as verdadeiras estrelas da fotografia são as minúsculas e quase invisíveis estruturas no centro da imagem - apenas perceptíveis se olharmos com muita atenção.
Estas estruturas, minúsculas quando comparadas com a sua vizinhança montanhosa, são as antenas que formam o enorme rádio telescópio Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA). Embora pareça extremamente pequenina na imagem, a rede é composta por uma coleção de enormes antenas de 12 e 7 metros de diâmetro e quando estiver completa, contará com um total de 66 antenas espalhadas pelo planalto, e separadas por distâncias que chegam até 16 quilômetros. Espera-se que o trabalho de construção do ALMA esteja terminado em 2013, mas o telescópio já começou a fase inicial de Observações Científicas Preliminares, produzindo resultados excepcionais (ver, por exemplo, eso1239). Desde que esta fotografia foi tirada,muitas outras antenas já se juntaram à rede no planalto.
O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
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Rastros de estrelas sobre o Yepun
Esta imagem mostra um dos telescópios que compõem o Very Large Telescope (VLT) do ESO por baixo de brilhantes rastros de estrelas que circundam o polo sul celeste, um ponto no céu situado na constelação do Oitante. Estes rastros são arcos de luz que traçam o movimento das estrelas observado no céu à medida que a Terra gira lentamente em torno do seu eixo. Para obter estes rastros de estrelas com a câmera, foram feitas várias exposições ao longo do tempo e depois combinadas para darem a aparência final de rastros circulares.
Iluminado pelo luar, o telescópio que se vê em primeiro plano é apenas um dos quatro telescópios que compõem o VLT, situado no Paranal, no Chile. Na época da inauguração do observatório do Paranal em 1999, cada telescópio recebeu um nome na língua da tribo nativa Mapuche. Os nomes dos telescópios - Antu, Kueyen, Melipal e Yepun - representam quatro objetos proeminentes no céu: o Sol, a Lua, a constelação do Cruzeiro do Sul e Vênus, respectivamente. O telescópio na imagem é o Yepun, também conhecido como telescópio UT4.
Esta imagem foi obtida pelo Embaixador Fotográfico do ESO Farid Char. Char trabalha no Observatório do ESO La Silla-Paranal e é um membro da equipe que testa o local do futuro European Extremely Large Telescope (E-ELT), um novo telescópio terrestre que será o maior a trabalhar nos domínios do óptico/infravermelho próximo, quando estiver construído no início da década de 2020.
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Rastros rodopiantes de estrelas austrais por cima do ALMA
Babak Tafreshi, um dos Embaixadores Fotográficos do ESO, capturou as antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) sob o céu austral, numa imagem de tirar o fôlego.
As espirais das estrelas no céu fazem lembrar a Noite Estrelada de van Gogh ou, para os fãs de ficção científica, talvez a visão de uma nave espacial prestes a entrar no hiperespaço. Na realidade, trata-se da rotação da Terra, revelada nesta fotografia de longa exposição. No hemisfério sul, à medida que a Terra gira, as estrelas parecem mover-se em círculos, em torno do polo sul celeste, que se encontra na tênue constelação do Oitante, entre o mais famosos Cruzeiro do Sul e as Nuvens de Magalhães. Com uma exposição suficientemente longa, as estrelas, à medida que se movem, deixam no céu rastros circulares.
A fotografia foi tirada no Planalto do Chajnantor, a uma altitude de 5000 metros, nos Andes chilenos. É neste local que se encontra o telescópio ALMA, cujas antenas podem ser vistas em primeiro plano. O ALMA é o telescópio mais poderoso que existe para observar o Universo frio - gás molecular e poeira, assim como radiação residual originada no Big Bang. Quando estiver completo em 2013, o ALMA contará com 54 antenas de 12 metros de diâmetro e 12 antenas de 7 metros. No entanto, as observações científicas preliminares começaram já em 2011. Embora não se encontre ainda completamente construído, o telescópio já está produzindo resultados excepcionais, superando todos os outros telescópios do seu tipo. Algumas das antenas vêem-se desfocadas na imagem, porque estavam a operar e se moveram durante a exposição prolongada.
O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
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A solidão do ALMA
Esta imagem panorâmica do planalto do Chajnantor mostra o local do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA). A fotografia foi tirada próximo ao pico do Cerro Chico por Babak Tafreshi, um Embaixador Fotográfico do ESO, que conseguiu capturar a atmosfera solitária do local onde se situa o ALMA, a 5000 metros acima do nível do mar, nos Andes chilenos. Luz e sombra pintam a paisagem, dando uma aparência extraterrestre ao terreno. No primeiro plano da imagem, o grupo de antenas ALMA se parece com uma multidão de estranhos visitantes robóticos ao platô. Quando o telescópio estiver completo em 2013, contará com um total de 66 antenas na rede, que operarão em conjunto.
O ALMA já está revolucionando o modo como os astrônomos estudam o Universo nos comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro. Mesmo com uma rede parcial de antenas, o ALMA é já mais potente do que qualquer outro telescópio que opera nestes comprimentos de onda, dando ao astrônomos uma capacidade sem precedentes de estudar o Universo frio - gás molecular e poeira, assim como radiação residual originada no Big Bang. O ALMA estuda as estruturas básicas de estrelas, sistemas planetários, galáxias e da própria vida. Ao fornecer aos astrônomos imagens detalhadas de estrelas e planetas nascendo em nuvens moleculares próximas do Sistema Solar, e ao detectar galáxias distantes formando-se nos limites do Universo observável, que vemos como eram há mais ou menos dez bilhões de anos atrás, o ALMA abre aos astrônomos uma janela única para a compreensão das mais profundas questões ligadas às nossas origens cósmicas.
O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
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O Paranal e a sombra da Terra
O Embaixador Fotográfico do ESO, Babak Tafreshi tirou outra bela fotografia panorâmica do Observatório do Paranal do ESO.
Em primeiro plano, podemos ver a paisagem montanhosa do deserto do Atacama. À esquerda, no pico mais alto, encontra-se o Very Large Telescope do ESO (VLT) e à sua frente, sobre um pico ligeiramente mais baixo, está o telescópio VISTA (sigla do inglês para Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy).
No fundo, o nascer do Sol dá cor ao céu do Paranal em bonitos tons pastel. Estendendo-se além do horizonte, podemos ver um mar de nuvens sobre o Oceano Pacífico, o qual se encontra a apenas 12 quilômetros do Paranal.
Por cima do horizonte, onde as nuvens se juntam ao céu, é visível uma banda escura. Esta banda é a sombra da Terra, lançada pelo planeta sobre a sua atmosfera. Este fenômeno é por vezes observado na altura do nascer e do pôr do Sol, quando o céu está limpo e o horizonte desobstruído - condições que existem claramente no Observatório do Paranal. Por cima da sombra da Terra, vemos ainda um brilho cor de rosa, conhecido como a Cintura de Vênus. É causado pela luz do nascer (neste caso) ou do pôr do Sol, dispersada pela atmosfera terrestre.
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Estrelas riscando o céu
Embora esta imagem pareça, à primeira vista, arte moderna abstrata, o fato é que se trata do resultado de uma exposição longa do céu noturno no Planalto do Chajnantor, nos Andes chilenos. À medida que a Terra gira em direção a um novo dia, as estrelas da Via Láctea, por cima do deserto, esticam-se em traços coloridos. Ao mesmo tempo, o telescópio de vanguarda que se vê em primeiro plano parece uma cena de sonho.
Esta fotografia fascinante foi tirada a 5000 metros acima do nível do mar no planalto do Chajnantor, local onde se encontra o telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX), que pode ser visto aqui. O APEX é um telescópio de 12 metros que coleta radiação nos comprimentos de onda do milímetro e submilímetro. Os astrônomos utilizam o APEX para estudar objetos que vão desde as nuvens frias de gás e poeira cósmica onde novas estrelas estão se formando, a algumas das galáxias mais distantes e primitivas do Universo.
O APEX é o percursor do ALMA, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, um novo telescópio revolucionário que o ESO, juntamente com os seus parceiros internacionais, está a construir e a operar também no planalto do Chajnantor. Quando estiver completo em 2013, o ALMA contará com uma rede 54 antenas de 12 metros de diâmetro e 12 antenas adicionais de 7 metros de diâmetro cada uma. Os dois telescópios são complementares: graças ao seu campo de visão maior, o APEX pode encontrar muitos alvos ao longo de grandes áreas no céu, enquanto o ALMA os poderá estudar com grande detalhe, devido à sua resolução angular superior. O APEX e o ALMA são ambos ferramentas importantes que ajudam os astrônomos a descobrir mais sobre o funcionamento do Universo, tal como a formação das estrelas que se vêem na imagem, a girar por cima da nossa cabeça.
O Embaixador Fotográfico do ESO Babak Tafreshi tirou esta fotografia. Babak é o fundador de O Mundo à Noite, um programa para criar e exibir uma coleção de fotografias e vídeos extraordinários dos locais mais bonitos e históricos da Terra, sob um fundo noturno de estrelas, planetas e eventos celestes.
O APEX é uma colaboração entre o Instituto Max Planck para a Rádio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e o ESO. A operação do APEX no Chajnantor está a cargo do ESO.
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Do Antu ao Yepun - A construção do VLT
O ESO faz 50 anos este ano e, para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Foto da Semana especial de comparação "Ontem e Hoje", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos escritórios do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.
O Very Large Telescope (VLT), a infraestrutura de referência do ESO situada no Cerro Paranal, Chile, é constituída por quatro telescópios gigantes, cada um deles com um espelho primário de 8,2 metros de diâmetro, e por quatro telescópios móveis de 1,8 metros, os Telescópios Auxiliares. O nosso par de fotografias deste mês mostra um dos telescópios gigantes a ser construído e outro já construído, atualmente.
A fotografia histórica mostra o trabalho inicial de construção da cobertura do Telescópio 1, no final de outubro de 1995. As fundações de concreto estavam terminadas e a parte inferior da estrutura de metal da cobertura estava já fixada às fundações. As primeiras peças da região de rotação da cobertura do telescópio também já são visíveis - o príncipio de uma fenda larga pela qual o telescópio iria observar e a estrutura pesada, horizontal, que suportaria as portas corrediças, pode também ser vista na direção da câmera. Este telescópio começou a observar em 25 de maio de 1998 (ver eso9820).
Durante a cerimônia de inauguração do Observatório do Paranal em 1999 (ver eso9921), deu-se a cada um dos telescópios um nome na língua da tribo nativa Mapuche. Os nomes - Antu, Kueyen, Melipal e Yepun - correspondem a quatro objetos proeminentes no céu: o Sol, a Lua, a constelação do Cruzeiro do Sul e Vênus [1], respectivamente.
A fotografia atual mostra o 4º Telescópio, Yepun, que começou a observar em setembro de 2000 (ver eso0028). No entanto, serve tão bem como o seu irmão Antu (Telescópio 1) para mostrar o VLT completamente construído, já que todos os telescópios são exatamente iguais, apenas diferindo no tipo de instrumentos disponíveis em cada um deles, o que dá aos astrônomos uma enorme quantidade de ferramentas para estudar o Universo. A estrutura amarela em frente ao Yepun é uma plataforma de elevação, M1, que pode deslocar-se entre os diferentes telescópios e é utilizada quando os enormes espelhos primários de 8,2 metros são periodicamente removidos para serem revestidos de novo.
Nos anos que passaram desde que a fotografia histórica foi tirada, o primeiro dos telescópios ganhou um nome - Antu - e uma família, à medida que os outros telescópios se lhe juntaram no topo da montanha. Hoje, o VLT é o telescópio astronômico visível mais avançado do mundo, e o Antu, Yepun e os outros telescópios do Paranal desempenharam um papel determinante em tornar o ESO de longe no observatório terrestre mais produtivo do mundo!
Notas
[1] Yepun tinha sido traduzido como "Sirius" da altura da inauguração do Paranal (eso0921), no entanto, descobriu-se posteriormente que a tradução correta é "Vênus".
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- Imagem histórica
- Imagem atual
- Composição lado a lado das imagens histórica e atual
- Mais sobre o Very Large Telescope do ESO
Dois caçadores de planetas capturados em La Silla
Durante séculos, filósofos e cientistas especularam sobre a possibilidade da existência de planetas habitados fora do Sistema Solar. Hoje, esta ideia é mais do que especulação: foram descobertas muitas centenas de exoplanetas nas últimas duas décadas, por astrônomos em todo o mundo. Várias técnicas diferentes são utilizadas nesta busca de novos mundos. Nesta fotografia incomum dois telescópios, que usam dois destes métodos, foram capturados na mesma imagem: o telescópio de 3,6 metros do ESO, onde se encontra montado o espectrógrafo HARPS e o telescópio espacial CoRoT. A imagem foi obtida por Alexandre Santerne, um astrônomo que estuda exoplanetas.
O espectrógrafo High Accuracy Radial velocity Planetary Search (HARPS), o descobridor de planetas mais proeminente do mundo, é um instrumento que se encontra instalado no telescópio de 3,6 metros do ESO. Podemos ver a cúpula aberta deste telescópio, à esquerda na imagem, que aparece por trás da cobertura angular do New Technology Telescope. O HARPS descobre exoplanetas ao detectar pequenas variações no movimento de uma estrela, à medida que esta se desloca ligeiramente para trás e para diante sob o efeito da atração gravitacional do planeta em sua órbita: é o chamado método das velocidades radiais na procura de exoplanetas.
O tênue traço de luz que se vê alto no céu nesta exposição de 20 segundos, não é um meteoro mas sim o telescópio espacial CoRoT (sigla do inglês Convection Rotation and planetary Transits). O CoRoT procura planetas ao observar o decréscimo da radiação emitida por uma estrela, que ocorre quando um planeta passa na sua frente - o método do trânsito. A localização do telescópio espacial, situado acima da atmosfera terrestre, aumenta a precisão das observações ao remover o piscar das estrelas. Planetas potenciais encontrados pelo método do trânsito são seguidamente confirmados com o auxílio de técnicas complementares, tais como o método das velocidades radiais. De fato, na noite em que esta fotografia foi tirada, o HARPS estava a ser utilizado para seguir candidatos a exoplanetas detectados pelo CoRoT.
Em novembro de 2012, o CoRoT teve um problema no computador, com a consequência de que, embora se encontre operacional, não há maneira de acessar os dados do telescópio (ver as notícias da página da internet do CoRoT, ou por exemplo este artigo de notícias da Nature). A equipe CoRoT ainda não desistiu do telescópio, encontrando-se no momento a tentar reavivar o sistema. Quer se consiga ou não, o fato é que a missão CoRoT foi já um grande sucesso! A sonda duplicou o seu tempo de vida inicialmente planejado, e foi a primeira sonda a descobrir um exoplaneta pelo método do trânsito. O CoRoT contribuiu de forma significativa, tanto na procura de exoplanetas como no estudo do interior das estrelas por astrosismologia.
A busca de exoplanetas ajuda-nos a compreender o nosso próprio sistema planetário e pode ser o primeiro passo na procura de vida fora da Terra. O HARPS e o CoRoT são apenas dois dos muitos instrumentos desenvolvidos para ajudar os astrônomos nesta procura.
Alexandre submeteu esta fotografia ao grupo Flickr As Suas fotografias ESO. O grupo Flickr é revisto regularmente e as melhores fotos são seleccionadas para serem publicadas na nossa popular série Fotografia da Semana ou na nossa galeria. Em 2012, e no âmbito do 50º Aniversário do ESO que se celebra este ano, também aceitamos de bom grado as suas imagens históricas relacionadas com o ESO. Desde que submeteu esta fotografia, o Alexandre tornou-se também um Embaixador Fotográfico do ESO.
Links
- Esta fotografia com anotações, na galeria Flick de Alexandre Santerne.
- A galeria Flickr de Alexandre Santerne
- O grupo Flickr "As Suas fotografias ESO"
- Anúncio "As Suas Fotografias ESO"
- Embaixadores Fotográficos do ESO
Os companheiros gelados do APEX
O telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX) - capturado nesta bela imagem obtida pelo Embaixador Fotográfico do ESO Babak Tafreshi - é uma das ferramentas utilizadas pelo ESO para espreitar além do reino da luz visível. Situa-se no Planalto do Chajnantor a uma altitude de 5000 metros.
Podemos observar grupos de penitentes brancos no primeiro plano da fotografia. Os penitentes são um interessante fenômeno natural, que se observa em regiões de elevada altitude, tipicamente a mais de 4000 metros acima do nível do mar. São finos picos de neve endurecida ou gelo, que apontam na direção do Sol, atingindo alturas que podem ir de alguns centímetros até vários metros.
O APEX é um telescópio de 12 metros que observa radiação nos comprimentos de onda do milímetro e submilímetro. Os astrônomos que observam com o APEX podem ver fenômenos que seriam invisíveis em omprimentos de onda mais curtos. O telescópio permite-lhes estudar nuvens moleculares - as densas regiões de gás e poeira cósmica onde novas estrelas estão se formando - que se encontram escuras e obscurecidas pela poeira no visível ou no infravermelho, mas que brilham intensamente nestes comprimentos de onda relativamente longos. Os astrônomos usam esta radiação para estudar as condições químicas e físicas nestas nuvens. Este intervalo de comprimentos de onda é também ideal para o estudo de algumas das galáxias mais longínquas e primordiais do Universo.
Quase que imperceptíveis acima e à esquerda do APEX estão as tênues manchas correspondentes à Pequena e Grande Nuvens de Magalhães, respectivamente, galáxias vizinhas da nossa Via Láctea. O plano da Via Láctea propriamente dito pode ser visto como uma faixa difusa que atravessa o céu, e é mais proeminente sobre o edifício de controle do APEX, situado à direita. As manchas escuras nesta faixa correspondem a regiões onde a radiação emitida por estrelas distantes é bloqueada pela poeira interestelar. Escondido por trás destas regiões escuras de poeira, o centro da Via Láctea encontra-se a cerca de 27 mil anos-luz de distância. Os telescópios tais como o APEX são uma ferramenta crucial para que os astrônomos possam espreitar além da poeira e estudarem o centro da nossa galáxia com todos os detalhes.
O APEX é uma colaboração entre o Instituto Max Planck para a Rádio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e o ESO. A operação do APEX no Chajnantor está a cargo do ESO.
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Uma imagem, muitas histórias
O Embaixador Fotográfico do ESO, Babak Tafreshi, capturou esta bela imagem do céu por cima do Observatório do Paranal do ESO, juntamente com um tesouro de objetos do céu profundo.
O mais proeminente destes objetos é a Nebulosa Carina, que brilha intensamente em vermelho no meio da imagem. A Nebulosa Carina está a cerca de 7500 anos-luz de distância e situa-se na constelação de Carina. Esta nuvem de gás e poeira brilhante é a nebulosa mais brilhante do céu e contém várias das estrelas mais brilhantes e de maior massa conhecidas na Via Láctea como, por exemplo, a Eta Carinae. A Nebulosa Carina é uma amostra perfeita que os astrônomos usam para descobrir os mistérios da formação e morte violentas das estrelas de grande massa. Para algumas imagens bonitas e recentes da Nebulosa Carina obtidas pelo ESO, veja eso1208, eso1145 e eso1031.
Por baixo da Nebulosa Carina, podemos observar o Aglomerado Poço dos Desejos (NGC 3532). Este aglomerado aberto de estrelas jovens obteve este nome porque, visto através de um telescópio, parece-se com um punhado de moedas prateadas a cintilar no fundo de um poço dos desejos. Mais à direita, encontramos a Nebulosa Lambda Centauri (IC 2944), uma nuvem de hidrogênio brilhante e estrelas recém nascidas, também chamada a Nebulosa da Galinha Fugitiva, devido à forma de pássaro que algumas pessoas vêem na sua região mais brilhante (ver eso1135). Por cima e ligeiramente à esquerda desta nebulosa, temos as Pleiades do Sul (IC 2632), um aglomerado estelar aberto semelhante ao seu homônimo setentrional mais familiar.
Em primeiro plano, podemos ver três dos quatro Telescópios Auxiliares (ATs, sigla do inglês) do Interferômetro do Very Large Telescope (VLTI). Usando o VLTI, os ATs - ou os telescópios individuais de 8,2 metros do VLT - podem ser utilizados em conjunto como se de um único telescópio gigante se tratassem, o qual pode observar com muito mais detalhe do que o que seria possível com os telescópios individuais. O VLTI foi já utilizado numa enorme quantidade de trabalhos, incluindo o estudo de discos circunstelares em torno de estrelas jovens e o estudo de núcleos ativos de galáxias, um dos fenômenos mais energéticos e misteriosos do Universo.
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Construindo a Residência Paranal - Da turbulência à tranquilidade
O ESO faz 50 anos este ano e, para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Foto da Semana especial de comparação "Ontem e Hoje", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos escritórios do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.
No par de fotografias deste mês, tiradas no Observatório do Paranal do ESO, no deserto do Atacama no Chile, comparamos um local de construção, tal com era em novembro de 1999, com o resultado final atual: o edifício do observatório onde reside o pessoal, conhecido como a Residência Paranal. Imagine a diferença de antes para agora: o ressoar dos martelos e das perfuradoras, assim como o barulho dos tratores e dos guindastes deram lugar à calma pacífica de um edifício no deserto, que complementa os arredores na perfeição. Construído com materiais e cores naturais e aninhado numa depressão natural existente no solo, o edifício enquadra-se perfeitamente na paisagem circundante.
A Residência foi construída como um refúgio para os astrônomos e outro pessoal que trabalha num dos locais mais inóspitos do planeta, onde uma seca extrema, intensa radiação ultravioleta do Sol, ventos fortes e altitude elevada fazem parte do dia-a-dia. Os construtores da Residência, trabalhando igualmente nestas condições difíceis, criaram no deserto um oásis muito apreciado pelo pessoal do Observatório e o edifício terminado é um testemunho vivo ao seu trabalho árduo. A Residência, que ganhou diversos prêmios, possui mais de 100 quartos, assim como um número de espaços comuns, que incluem cantina, sala de estar, piscina, centro de fitness e biblioteca. Tem uma vista espetacular a partir da fachada oeste para o deserto na direção do Oceano Pacífico e do pôr do Sol.
Existe outra particularidade que pode ser observada em ambas as fotografias: por trás da Residência, 2600 metros acima do nível do mar, no topo do Cerro Paranal, encontra-se o Very Large Telescope do ESO (VLT). É o observatório astronômico óptico mais avançado do mundo e a razão pela qual a Residência e todos os que estão no seu interior, se encontram aqui!
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- Imagem histórica
- Imagem atual
- Composição lado a lado das imagens histórica e atual
- Mais sobre a construção da Residência, numa nota de imprensa de 1999
- A nota de imprensa que marcou a abertura da Residência, em 2002
Um lugar para desvendar os mistérios do Universo frio
Esta bela panorâmica, obtida por Babak Tafreshi, um dos Embaixadores Fotográficos do ESO, mostra os últimos raios de Sol sobre o Planalto do Chajnantor, na região do Atacama, no Chile. No planalto encontra-se o telescópio Atacama Pathfinder Experiment (APEX), que pode ser visto à esquerda na imagem. É a partir deste local remoto na Terra, a 5000 metros acima do nível do mar, que o APEX estuda o "Universo frio".
O APEX é um telescópio com 12 metros de diâmetro, que observa nos comprimentos de onda do milímetro e do submilímetro. Os astrônomos que observam com o APEX podem ver fenômenos que seriam invisíveis em comprimentos de onda mais curtos. O telescópio permite estudar nuvens moleculares - regiões densas de gás e poeira cósmica onde novas estrelas nascem - que são escuras, uma vez que se encontram obscurecidas pela poeira, na radiação visível ou infravermelha, mas que brilham intensamente a estes comprimentos de onda relativamente longos. Os astrônomos utilizam esta radiação para estudar as condições químicas e físicas nestas nuvens. Esta janela de comprimentos de onda é também ideal para estudar algumas das mais primordiais e distantes galáxias do Universo.
Desde que começou as operações em 2005, que o APEX tem produzido muitos resultados científicos importantes. Por exemplo, o APEX juntou-se ao Very Large Telescope do ESO para detectar matéria que está a ser arrancada pelo buraco negro, que se encontra no centro da Via Láctea (eso0841), um resultado que se encontra entre as 10 Principais Descobertas Astronômicas do ESO.
Podemos ver grupos de penitentes brancos no solo em volta do APEX. Os penitentes são um interessante fenômeno natural, que se observa em regiões de elevada altitude, tipicamente a mais de 4000 metros acima do nível do mar. São finos picos de neve endurecida ou gelo, que apontam na direção do Sol, atingindo alturas que podem ir de alguns centímetros até vários metros.
O APEX é uma colaboração entre o Instituto Max Planck para a Rádio Astronomia (MPIfR), o Observatório Espacial Onsala (OSO) e o ESO. A operação do APEX no Chajnantor está a cargo do ESO.
A antena de 12 m do APEX baseia-se numa única antena protótipo construída para outro observatório no Chajnantor, o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA). O ALMA será uma rede de 54 antenas de 12 metros e 12 antenas de 7 metros, quando estiver completo em 2013. O ESO é o parceiro europeu desta infraestrutura internacional para a astronomia, que é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile.
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Construindo o VISTA, o maior telescópio de rastreio do mundo
O ESO faz 50 anos este ano e, para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Foto da Semana especial de comparação "Ontem e Hoje", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos escritórios do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.
Desde dezembro de 2009 que o Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy (VISTA, Telescópio de Rastreio Visível e Infravermelho) tem mapeado o céu austral a partir do Observatório do Paranal do ESO, no Chile. O nosso par de fotografias deste mês mostra o telescópio VISTA durante a construção e como é atualmente.
A imagem histórica, tirada na segunda metade de 2004, mostra o edifício do telescópio sendo construído. Podemos ver o esqueleto da cúpula do telescópio na sua base circular, rodeado pelos andaimes. O VISTA situa-se num pico a cerca de 1500 metros a nordeste do Cerro Paranal, local do Very Large Telescope do ESO. O pico foi nivelado 5 metros mais baixo, até os 2518 metros, criando-se assim um plataforma de 4000 metros quadrados para os trabalhos de construção necessários.
A fotografia atual mostra o telescópio VISTA já construído. O invólucro do telescópio é um edifício com 20 metros de diâmetro, que protege o telescópio do meio ambiente. Duas portas de correr formam a fenda por onde o telescópio observa, e um pára-brisas pode ser utilizado para fechar parte da fenda sempre que necessário. Portas adicionais na cúpula fornecem ventilação para controlar a circulação do ar durante a noite. Num edifício auxiliar, adjacente à cúpula e visível em primeiro plano, guarda-se equipamento de manutenção e é também onde se situa uma oficina de revestimento, onde é aplicada aos espelhos do telescópio a fina camada refletora de prata.
O VISTA opera nos comprimentos de onda do infravermelho, com uma câmera de 67 milhões de pixeis, que pesa 3 toneladas. O seu enorme espelho, grande campo de visão e detectores infravermelhos muito sensíveis fazem dele o maior telescópio de rastreio do mundo.
O VISTA foi concebido e desenvolvido por um consórcio de 18 universidades do Reino Unido, liderado pelo Queen Mary, Universidade de Londres, e foi uma contribuição "em espécie" ao ESO, que fez parte do acordo de adesão do Reino Unido. A direção do projeto relativamente ao design e construção do telescópio foi feita pelo UK Astronomy Technology Centre do Science and Technology Facilities Council (STFC, UK ATC).
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- Imagem histórica
- Imagem atual
- Composição lado a lado das imagens histórica e atual
- Mais sobre o VISTA
De estepe cósmico a botão de flor etéreo
A IC 5148 é uma bonita nebulosa planetária situada a cerca de 3000 anos-luz de distância na constelação do Grou. A nebulosa tem um diâmetro de um par de anos-luz e está ainda a crescer, a mais de 50 quilômetros por segundo - uma das nebulosas planetárias com expansão mais rápida conhecida. O termo "nebulosa planetária" surgiu no século XIX, quando as primeiras observações de tais objetos - a partir dos pequenos telescópios disponíveis na época - mostravam algo parecido a planetas gigantes. Contudo, a verdadeira natureza das nebulosas planetárias é muito diferente.
Quando uma estrela com massa semelhante ou apenas um pouco maior do que a do Sol se aproxima do final da sua vida, as camadas exteriores são lançadas para o espaço. O gás em expansão é iluminado pelo núcleo quente que resta da estrela no centro, formando a nebulosa planetária, que geralmente toma uma forma brilhante e bonita.
Quando observada através de um pequeno telescópio amador, esta nebulosa planetária aparece como um anel de matéria, com a estrela - que irá arrefecer até se tornar uma anã branca - a brilhar no centro do buraco. Esta aparência levou os astrônomos a darem à IC 5148 o nome de Nebulosa do Pneu Sobresselente.
O instrumento EFOSC2 (sigla do inglês para ESO Faint Object Spectrograph and Camera) montado no New Technology Telescope, em La Silla, dá-nos uma visão mais elegante deste objeto. Em vez de se parecer com um pneu sobresselente, a nebulosa assemelha-se a um botão de flor etéreo com as pétalas sobrepostas em camadas.
Uma VISTA antes do pôr do Sol
O Observatório do Paranal do ESO - situado na região do Atacama, Chile - é principalmente conhecido por abrigar o Very Large Telescope (VLT), o emblemático telescópio do ESO. No entanto, desde há alguns anos que o local abriga também dois telescópios de rastreio de vanguarda. Estes novos membros da família Paranal foram concebidos para obter imagens de grandes áreas do céu, rápida e profundamente.
Um deles, o Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy (VISTA), de 4,1 metros, situa-se num pico vizinho, não muito longe do cume do Paranal. É esse telescópio que vemos nesta fotografia tirada a partir do Paranal pelo Embaixador Fotográfico do ESO, Babak Tafreshi. O VISTA é o maior telescópio de rastreio do mundo e encontra-se em funcionamento desde dezembro de 2009.
No canto inferior direito da imagem, o edíficio do VISTA aparece em frente do que parece ser uma cadeia montanhosa sem fim, que se estende até ao horizonte. À medida que o Sol se põe, as montanhas lançam sombras cada vez maiores, que vão cobrindo lentamente os tons acastanhados que pintam a magnifica paisagem que rodeia o Paranal. Dentro de pouco tempo, o Sol descerá abaixo do horizonte e todos os telescópios no Paranal começarão mais uma noite de observações.
O VISTA é um telescópio de campo amplo, concebido para mapear no infravermelho o céu austral com extrema sensibilidade, permitindo assim aos astrônomos detectar objetos extremamente tênues. O objetivo destes rastreios é a criação de grandes catálogos de objetos celestes para estudos estatísticos e identificação de novos alvos que podem ser posteriormente estudados com mais detalhe pelo VLT.
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- Mais sobre o Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy (VISTA)
- Embaixadores Fotográficos do ESO
O cônico e icônico Licancabur de guarda ao Chajnantor
Esta impressionante imagem panorâmica mostra o Planalto do Chajnantor - onde está instalado o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) - com o majestoso vulcão Licancabur como pano de fundo. Com o Licancabur de guarda, uma floresta gelada de penitentes amontoa-se no primeiro plano. Os penitentes são um curioso fenômeno natural, que se observa em regiões de elevada altitude. Consistem em finos picos de neve dura ou gelo, com cumes afiados apontados ao Sol, com alturas que vão de alguns centímetros até vários metros. Pode ler mais sobre os penitentes numa Fotografia da Semana anterior (potw1221).
O Licancabur, a uma altitude de 5920 metros, é o vulcão mais icônico da região de San Pedro de Atacama, Chile. A sua forma cônica faz com que seja facilmente reconhecido mesmo a grandes distâncias. Situa-se na região mais ao sul da fronteira entre o Chile e a Bolívia. O vulcão possui na sua cratera um dos lagos mais altos do mundo. O lago tem atraído a atenção de biólogos interessados em estudar como é que organismos microscópicos podem aí sobreviver, uma vez que o ambiente é extremamente inóspito, possuindo intensa radiação ultravioleta, atmosfera fina e temperaturas baixas. As estratégias de sobrevivência da vida microscópica no Lago Licancabur podem até dar-nos uma ideia das possibilidades da existência de vida em Marte numa época primitiva.
Esta fotografia foi tirada próxima do local onde se encontra instalado o ALMA, por Babak Tafreshi, um dos Embaixadores Fotográficos do ESO.
O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
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Um duro dia de trabalho pela noite adentro
Geralmente o pôr do Sol é um sinal de que acabou mais um dia de trabalho. As luzes da cidade vão-se acendendo lentamente, à medida que as pessoas voltam para suas casas, desejando aproveitar a começo da noite e depois descansar. No entanto, este cenário não se aplica aos astrônomos que trabalham num observatório como o do Cerro Paranal do ESO, no Chile. As observações começam assim que o Sol desaparece por baixo do horizonte. Tudo tem que estar pronto antes de escurecer.
Esta fotografia panorâmica mostra o Very Large Telescope do ESO (VLT) tendo como fundo um bonito entardecer no Cerro Paranal. As cúpulas do VLT destacam-se na imagem, à medida que os telescópios no seu interior se preparam para uma noite a estudar o Universo. O VLT é o telescópio óptico mais poderoso e avançado do mundo, composto por quatro telescópios com espelhos primários de 8,2 metros de diâmetro e quatro telescópios auxiliares móveis de 1,8 metros, os quais podem ser vistos no canto esquerdo da imagem.
Os telescópios podem igualmente trabalhar em conjunto como um único telescópio gigante, o Interferômetro do Very Large Telescope (VLTI) do ESO, o qual permite aos astrônomos observar com o maior detalhe possível. Esta configuração só é utilizada num número limitado de noites por ano. Na maior parte do tempo, os telescópios de 8,2 metros são utilizados individualmente.
Nos últimos 13 anos, o VLT teve um grande impacto na astronomia observacional. Com o advento do VLT, a comunidade astronômica europeia inaugurou uma nova era de descobertas, entre as quais se destacam o acompanhamento das estrelas que orbitam o buraco negro central da Via Láctea e a primeira imagem de um planeta extrasolar, para citar duas das Dez Maiores Descobertas Astronômicas do ESO.
Os quatro telescópios do VLT têm nomes de objetos celestes na língua Mapuche, que é uma língua nativa milenar dos povos indígenas do Chile e da Argentina. Da esquerda para a direita temos Antu (UT1; o Sol), Kueyen (UT2; a Lua), Melipal (UT3; o Cruzeiro do Sul) e Yepun (UT4; Vênus).
Esta fotografia foi tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO, Babak Tafreshi.
O ALMA e um Céu Estrelado - Uma Vista Magnifica
Um céu límpido em qualquer noite é sempre uma maravilha. No entanto, se estivermos no planalto do Chajnantor, a 5000 metros de altitude, nos Andes chilenos, um dos melhores locais da face da Terra para fazer observações astronômicas, a experiência poderá ser verdadeiramente memorável.
Esta panorâmica do Chajnantor mostra as antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) sob o fundo do céu noturno estrelado.
Em primeiro plano podemos ver algumas das antenas do ALMA, trabalhando em conjunto. O planalto aparece-nos encurvado por efeito da lente grande angular utilizada. O ALMA é o telescópio mais poderoso do mundo para estudar o Universo nos comprimentos de onda milimétricos e submilimétricos. A construção do ALMA estará completa em 2013, quando um total de 66 antenas estiverem operacionais no local. Neste momento, o telescópio encontra-se na sua fase inicial de Observações Científicas Preliminares. Embora ainda não esteja completamente construído, o telescópio já está produzindo resultados extraordinários, ultrapassando já todas as outras redes submilimétricas existentes.
No céu, por cima das antenas, brilham inúmeras estrelas tal qual jóias distantes. Dois outros objetos celestes bastante familiares estão também proeminentes do céu. A Lua, que coroa a imagem, e a Via Láctea que, apesar do luar, podemos distinguir como uma banda difusa estendendo-se ao longo de todo o céu. As regiões escuras no interior desta banda correspondem a zonas onde a radiação de estrelas de fundo é bloqueada pela poeira interestelar.
Esta fotografia foi tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO, Babak Tafreshi.
Babak Tafreshi é o fundador e líder do projeto O Mundo à Noite, um programa para criar e exibir uma coleção de fotografias e vídeos extraordinários dos locais mais bonitos e históricos do planeta sob um fundo noturno de estrelas, planetas e eventos celestes.
O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
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Um santuário atemporal em Santiago - A Casa de Hóspedes do ESO, Ontem e Hoje
O ESO faz 50 anos este ano e, para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Foto da Semana especial de comparação "Ontem e Hoje", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos escritórios do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.
Este mês mostramos uma parte do ESO que é praticamente atemporal. Depois de um longo voo intercontinental para Santiago, ou dos turnos de noite duma campanha de observação nos telescópios, o que podia ser melhor do que um lugar confortável no qual possamos recuperar e repousar antes da próxima parte da viagem? Desde os primeiros dias da Organização, a Casa de Hóspedes do ESO, em Santiago, forneceu exatamente isso aos visitantes dos observatórios no Chile. A nossa fotografia Ontem e Hoje deste mês mostra a sala da casa de hóspedes em 1996 e atualmente.
A casa de hóspedes é uma casa grande situada numa parte calma da capital chilena. Entre o pessoal do ESO e astrônomos visitantes, tem a fama de ser um local calmo e convidativo para parar na longa viagem entre a Europa e os locais remotos onde se encontram os observatórios. Quase todos os astrônomos europeus que visitam La Silla, o Paranal ou o Chajnantor passam por aqui. Na casa de hóspedes podem repousar da viagem, conversar com outros colegas astrônomos, preparar a campanha de observação e - para os que vêm pela primeira vez - talvez vislumbrar o seu primeiro céu noturno no hemisfério sul.
Decidiu-se logo em 1964, com o aumento da atividade do ESO em Santiago, adquirir um local próprio na cidade, de modo a que o ESO não tivesse que depender de hotéis. A compra da casa de hóspedes completou-se em março de 1965, tendo o local sido originalmente utilizado como escritório administrativo e como alojamento para visitantes. No entanto, no início da década de 1970 os escritórios oficiais do ESO foram deslocados para um novo edifício em Vitacura, alguns quilômetros para fora da cidade, permitindo assim que a casa de hóspedes fosse utilizada exclusivamente para o conforto e conveniência dos astrônomos e outro pessoal, cansados da viagem.
Como pode ser visto pelas duas fotografias, a casa de hóspedes não mudou muito ao longo dos anos. Temos agora disponível internet sem fio e uma máquina de café mais moderna, mas a casa de hóspedes permanece um santuário calmo e relaxante: o local perfeito para descomprimir e preparar as fatigantes mas excitantes noites de observação e talvez a próxima grande descoberta.
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- Imagem histórica
- Imagem atual
- Comparação lado a lado das imagens histórica e atual
Uma superbolha surpreendente
Esta nova imagem colorida mostra a região de formação estelar LHA 120-N44 [1] na Grande Nuvem de Magalhães, uma pequena galáxia satélite da Via Láctea. Esta imagem combina dados no visível do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, instalado no Observatório de La Silla do ESO, no Chile, com dados no infravermelho e nos raios-X obtidos com observatórios espaciais situados em órbita da Terra.
No centro desta região muito rica em gás, poeira e estrelas jovens situa-se o aglomerado estelar NGC 1929. As suas estrelas de elevada massa emitem radiação intensa, expelem matéria a altas velocidades sob a forma de ventos estelares e correm ao longo das suas curtas mas brilhantes vidas, explodindo no final como supernovas. Os ventos e as ondas de choque das supernovas esculpem uma enorme cavidade, chamada uma superbolha, no gás circundante.
Observações com o Observatório de Raios-X da NASA, o Chandra (em azul na imagem) revelam regiões quentes criadas por estes ventos e choques, enquanto os dados infravermelhos do Telescópio Espacial Spitzer, da NASA (em vermelho), delineiam as regiões onde se encontram a poeira e o gás mais frio. Os dados no visível do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros (em amarelo) completam a imagem, mostrando as estrelas quentes jovens propriamente ditas, assim como as brilhantes nuvens de gás e poeira que as rodeiam.
Combinando dados da região em diferentes comprimentos de onda permitiu aos astrônomos resolver um mistério: porque é que a N44, e outras superbolhas semelhantes, emitem raios-X tão intensos? A resposta parece residir no fato de existirem duas fontes extra de emissão de raios-X brilhantes: as ondas de choque das supernovas que atingem as paredes das cavidades e a matéria quente que se evapora das paredes das cavidades. Esta emissão de raios-X vinda da periferia da superbolha é claramente visível na imagem.
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Notas
[1] A designação deste objeto indica que foi incluído no catálogo de estrelas e nebulosas com emissão H-alfa nas Nuvens de Magalhães, compilado e publicado em 1956 pelo astrônomo-astronauta americano Karl Henize (1926-1993). A letra "N" indica que é uma nebulosa. O objeto é normalmente chamado apenas de N44.
A noite chega ao Paranal
Imagine que você acabou de assitir um pôr do sol magnífico no alto do Cerro Paranal. À medida que o deserto do Atacama desaparece silenciosamente na noite, o Very Large Telescope do ESO (VLT) abre os seus poderosos olhos ao Universo. Com este espectacular panorama de 360 graus, podemos imaginar o que veríamos se nos encontrássemos no local, perto da limite sul da plataforma do VLT.
Em primeiro plano, o quarto dos Telescópios Auxiliares do VLT (sigla do inglês AT4) está a abrir. À esquerda, o Sol já se pôs sob o oceano Pacífico - coberto de nuvens abaixo da altitude do Paranal, como de costume. Ao longo da plataforma, os outros três Telescópios Auxiliares podem ser vistos em frente aos enormes edifícios dos quatro telescópios de 8,2 metros do VLT. Finalmente, a Residencia e as outras infraestruturas do acampamento base também se avistam a curta distância, próximo do canto direito da imagem.
Quando a noite começa, imagine-se imerso num silêncio absoluto, dificilmente interrompido pelo vento ou algum movimento sutil destas máquinas gigantes. É difícil de acreditar que uma intensa atividade se processa no Edifício de Controle do VLT, situado no declive da montanha, por baixo do nível da plataforma, em direção ao pôr do Sol. Aqui os astrônomos e os operadores de telescópios começam as primeiras observações da noite.
Links
- Este panorama e outros podem ser vistos como parte de uma visita virtual ao Paranal e ao Armazones, em http://www.eso.org/public/outreach/products/virtualtours/armazones.html
- Mais visitas virtuais do ESO estão disponíveis em: http://www.eso.org/public/outreach/products/virtualtours/
Uma estrela guia laser varre o céu estrelado
Um poderoso raio laser do Very Large Telescope (VLT) do ESO pinta o céu noturno sobre o deserto chileno do Atacama nesta bela imagem obtida por Julien Girard. A rotação da Terra durante os 30 minutos da exposição - e o movimento que o laser executa para compensar este efeito - são a razão para o raio aparecer alargado. É também por isso que as estrelas se esticam em traços curvos, revelando sutis diferenças de cor.
O laser é utilizado para criar um ponto de luz - uma estrela artificial - ao fazer brilhar átomos de sódio que se encontram a 90 quilômetros de altitude na atmosfera terrestre. As medições desta chamada estrela guia são usadas para corrigir as imagens astronômicas que aparecem desfocadas devido ao efeito de distorção da atmosfera - uma técnica conhecida como óptica adaptiva. Embora se utilizem estrelas brilhantes verdadeiras para a óptica adaptativa, uma estrela guia laser pode ser colocada no local desejado, o que significa que a óptica adaptativa pode ser usada para alvos em todo o céu.
As quatro grandes cúpulas dos telescópios de 8,2 metros do VLT podem ser vistas na imagem, junto com o menor VLT Survey Telescope (VST) ao fundo. Julien é um astrônomo do ESO que trabalha no Chile, no VLT. Na noite em que tirou esta fotografia, estava a trabalhar como astrônomo de suporte no telescópio mais à direita e aproveitou a oportunidade para colocar a sua máquina fotográfica num tripé, antes de voltar à sala de controlo para fazer as observações.
Os movimentos das cúpulas dos telescópios durante a longa exposição também aparecem desfocados e podemos igualmente observar pequenos traços de luz, feitos por pessoas que atravessam a plataforma entre os telescópios.
Julien submeteu esta fotografia no grupo Flick Your ESO Pictures. O grupo Flick é visto regularmente e as melhores fotografias são selecionadas para a nossa popular série A Fotografia da Semana, ou para a nossa galeria. Em 2012 e no âmbito do 50º aniversário do ESO, também aceitamos de bom grado as vossas fotografias históricas relacionadas com o ESO.
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- Esta fotografia, com anotações, no grupo Flick de Julien Girard
- Julien Girard no grupo Flick
- O grupo Flick Your ESO Pictures
- O anúncio de Your ESO Pictures
Orion olha pelo ALMA
De guarda às antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), Orion, o caçador, brilha no alto do céu nocturno chileno. Com a sua característica forma em ampulheta e as três estrelas brilhantes do cinturão de Orion no centro, a constelação é facilmente reconhecível. Tirada a partir do hemisfério sul, esta imagem mostra a espada de Orion por cima do cinturão. A espada alberga um dos objetos celestes mais extraordinários - a Nebulosa de Orion - que vemos como a "estrela" do meio na espada, sendo a sua nebulosidade visível a olho nu sob boas condições de observação.
As três antenas ALMA visíveis na imagem representam apenas uma fração da rede ALMA completa, que é constituída por um total de 66 antenas. O ALMA combina os sinais das antenas, separadas por distâncias que vão até 16 quilómetros, formando um único telescópio gigante, através da técnica chamada interferometria. Embora a construção não esteja completa senão em 2013, no final de 2011 observações científicas preliminares começaram a fazer-se com uma rede parcial de antenas.
A 5000 metros de altitude no planalto do Chajnantor, no sopé dos Andes chilenos, uma das regiões mais áridas do mundo, o ALMA tem garantidas excelentes condições de observação. Um local seco e alto tal como o Chajnantor é absolutamente necessário, uma vez que o vapor de água e o oxigénio na atmosfera terrestre absorvem os comprimentos de onda da radiação no milímetro e no submilímetro, nos quais o ALMA foi concebido para observar.
Nesta fotografia, as antenas estão a ser testadas na Infraestrutura de Suporte às Operações, situada a uma altitude um pouco mais baixa, a 2900 metros. Uma vez testadas e completamente equipadas, as antenas serão então transportadas para o cimo do planalto do Chajnantor para começarem a trabalhar.
Esta imagem foi obtida por Adrian Russell, que submeteu a fotografia no grupo Flick Your ESO Pictures. O grupo Flick é visto regularmente e as melhores fotografias são selecionadas para fazerem parte da nossa popular série Fotografia da Semana ou da nossa galeria. Em 2012 e no âmbito do 50º aniversário do ESO, aceitamos igualmente de bom grado as vossas imagens históricas relacionadas com o ESO.
O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
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- Fotografias de Adrian Russell no grupo Flick
- Esta fotografia no grupo Flick
- O grupo Flick Your ESO Pictures
- Anúncio do Your ESO Pictures
- Mais sobre o ALMA no ESO
- O Joint ALMA Observatory
Desde um caminho de terra batida até ao observatório líder mundial
O ESO faz 50 anos este ano e, para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Foto da Semana especial de comparação "Ontem e Hoje", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos escritórios do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.
Este par de fotografias mostra uma panorâmica da entrada do Observatório do Paranal, no norte do Chile, na direção do cume do Cerro Paranal, tal qual como o local era em 1987 e como é hoje em dia.
A região do Cerro Paranal foi pela primeira vez inspecionada, como possível local para o futuro Very Large Telescope (VLT), em 1983 por uma equipe que incluía o então Diretor Geral do ESO, Lodewijk Woltjer (ver a revista The Messenger, nº 64, pág. 5-8 para mais informações). Em 1987 foi construída uma estrada de terra batida até ao cume e estabelecida nesse sítio uma estação permanente para monitorizar as condições do local. A fotografia histórica mostra uma imagem dessa época.
Os resultados dos testes do local foram extremamente bons - as condições eram claramente melhores do que as do Observatório de La Silla do ESO, como também as de outros locais que estavam sendo estudados para o mesmo efeito. Estes resultados levaram assim à decisão de colocar o VLT no Paranal, decisão essa que foi tomada pelo Conselho do ESO em dezembro de 1990 (ver eso9015).
Muito mudou no Paranal nos 25 anos desde que a fotografia histórica foi tirada. O cume da montanha foi nivelado e construiu-se uma estrada de boa qualidade, e claro, os telescópios do observatório foram também construídos. O observatório completo e totalmente operacional pode ser visto na fotografia atual. No cume encontram-se os quatro telescópios de 8,2 metros que compõem o VLT, assim como os quatro telescópios auxiliares menores, de 1,8 metros, utilizados para a interferometria. Encontra-se também instalado neste local o VLT Survey Telescope de 2,6 metros. Na região do portão foram erguidos muitos edifícios que formam o campo base do observatório. Para uma vista na direção oposta, do cume da montanha para baixo, para o campo base, veja a Foto da Semana potw1230.
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- Imagem histórica
- Imagem atual
- Comparação lado a lado das imagens histórica e atual
Casulo vermelho abriga estrelas jovens
Na Terra os casulos estão associados a vida nova. Também há "casulos" no espaço, mas em vez de protegerem larvas à medida que se estas transformam em borboletas, são os locais de nascimentos de novas estrelas.
A nuvem vermelha que vemos na imagem, obtida com o instrumento EFOSC2 montado no New Technology Telescope do ESO, é um exemplo perfeito de uma destas regiões de formação estelar. É uma imagem de uma nuvem chamada RCW 88, situada a cerca de dez mil anos-luz de distância e com uma dimensão de cerca de nove anos-luz. Não é feita de seda, como o casulo de um bicho-da-seda, mas sim de hidrogênio gasoso brilhante que rodeia as estrelas recém-formadas. As novas estrelas formam-se de nuvens de hidrogênio à medida que estas colapsam sob o efeito da sua própria gravidade. Algumas das estrelas mais desenvolvidas, que já brilham intensamente, podem ser vistas espiando pela nuvem.
Estas estrelas jovens quentes são muito energéticas e emitem enormes quantidades de radiação ultravioleta, o que faz com que os elétrons se libertem dos átomos de hidrogênio da nuvem, deixando apenas os núcleos positivamente carregados - os prótons. À medida que os elétrons são recapturados pelos prótons, emitem radiação H-alfa, a qual tem um brilho vermelho bastante característico.
Observar o céu através de um filtro H-alfa é o modo mais simples dos astrônomos descobrirem estas regiões de formação estelar. Um filtro H-alfa foi um dos quatro filtros utilizados para produzir esta imagem.
O campo base do Paranal visto de cima
Olhando para baixo a partir do excelente mirante que nos proporciona o Very Large Telescope do ESO no Cerro Paranal, no deserto chileno do Atacama, podemos ver estender-se aos nossos pés o campo base do observatório. A Residencia Paranal, um porto seguro para os que trabalham na montanha, pode ser vista próximo do centro da imagem, com a caraterística cúpula do seu telhado. À esquerda da Residencia, do outro lado da estrada, encontra-se o ginásio do campo base e à esquerda está o Edifício de Manutenção dos Espelhos (MMB sigla do inglês Mirror Maintenance Building), onde os enormes espelhos do VLT são periodicamente limpos e se lhes aplica as camadas protetoras. Por trás do MMB encontra-se a central elétrica do local e mais à esquerda podemos ver o edifício das oficinas mecânicas. Subindo pela montanha acima, em primeiro plano, vemos o Caminho das Estrelas, uma trilha de caminhada que vai desde a Residencia até ao topo da montanha.
O Sol pôs-se há um quarto de hora antes desta fotografia ter sido tirada, deixando o campo base banhado por uma bonita luz alaranjada. Este crepúsculo cria ligeiras sombras que dão à montanha grande profundidade. Esta vista apenas pode ser observada do Paranal durante as chamadas "horas douradas", antes ou depois do pôr do Sol já que, durante o dia, a luz direta do Sol resulta em contrastes de luz muito intensos.
Esta fotografia panorâmica foi criada pelo Embaixador Fotográfico do ESO Gerhard Hüdepohl.
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Deslocando uma antena do ALMA
Esta fotografia mostra uma das antenas europeias de 12 metros de diâmetro do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) sendo deslocada na Infraestrutura de Suporte às Operações do projeto. Desde que esta fotografia foi tirada, esta antena, e outras como ela, foram postas em operação, quando o ALMA começou as observações científicas com uma rede parcial (ver eso1137). Mais recentemente, o período de apresentação de Propostas para a nova fase de observações do ALMA terminou na quinta-feira, 12 de Julho. Foram recebidas mais de 1100 propostas vindas de astrônomos de todo o mundo.
O ALMA faz as suas observações do planalto do Chajnantor, a uma altitude de 5000 metros. Assim que a construção estiver completa, o ALMA será uma rede de 66 antenas de alta precisão, com 12 e 7 metros de diâmetro, espalhadas por distâncias que vão até aos 16 quilômetros, trabalhando em conjunto como se fossem um único telescópio, nos comprimentos de onda de 0,32 a 3,6 milímetros. Mais de metade das 66 antenas já estão no Chajnantor (ver ann12035). Vinte e cinco antenas ALMA são fornecidas pelo ESO através de um contrato com o consórcio europeu AEM, 25 antenas são fornecidas pela América do Norte e 16 pelo Leste Asiático.
As antenas, cada uma pesando cerca de 100 toneladas, são montadas e testadas na Infraestrutura de Suporte às Operações, situada na região do Atacama do Chile, a uma altitude de 2900 metros. As antenas são depois levadas para o planalto do Chajnantor, 5000 metros acima do nível do mar, com a ajuda de dois transportadores especialmente concebidos para o efeito - veículos enormes com 28 pneus, 10 metros de largura, 20 de comprimento e 6 de altura, que pesam 130 toneladas e têm tanta potência como dois motores de carros de Fórmula 1. Um dos transportadores, chamado Otto, pode ser visto nesta fotografia, tirada quando a primeira antena europeia foi entregue ao observatório em Abril de 2011.
O ALMA, uma infraestrutura astronômica internacional, é uma parceria entre a Europa, a América do Norte e o Leste Asiático, em cooperação com a República do Chile. A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol da Europa, pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia (NRAO), em prol da América do Norte e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Joint ALMA Observatory (JAO) fornece uma liderança e direção unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.
De volta à Nebulosa Pata de Gato
A Nebulosa Pata de Gato foi revisitada, numa combinação de exposições obtidas com o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, pelos astrônomos amadores Robert Gendler e Ryan M. Hannahoe. A forma característica da nebulosa aparece revelada nas nuvens avermelhadas de gás brilhante observadas sob um fundo de céu escuro polvilhado de estrelas.
A imagem foi criada combinando observações já existentes do telescópio MGP/ESO de 2,2 metros instalado no Observatório de La Silla no Chile (ver Foto de Imprensa do ESO eso1003) com imagens obtidas por Gendler e Hannahoe em um telescópio de 0,4 metros, totalizando 60 horas de exposição.
A resolução das observações obtidas pelo telescópio MGP/ESO de 2,2 metros foi combinada (utilizando a sua "luminância" ou brilho) com a informação de cor das observações de Gendler e Hannahoe, produzindo uma bela combinação de dados obtidos por telescópios amadores e profissionais. Por exemplo, a informação adicional sobre as cores mostra a tênue nebulosidade azul na região central, a qual não era observada na imagem original do ESO, enquanto que os dados do ESO contribuem com maiores detalhes. O resultado é uma imagem melhor que apenas a soma das várias partes.
A Nebulosa Pata de Gato (também conhecida como NGC 6334) situa-se na constelação do Escorpião. Embora pareça situar-se próxima do centro da Via Láctea no céu, encontra-se na verdade relativamente próxima da Terra, a uma distância de cerca de 5500 anos-luz. Com uma dimensão de cerca de 50 anos-luz, esta nebulosa é uma das regiões de formação estelar mais ativas da nossa galáxia, contendo estrelas brilhantes azuis jovens de elevada massa, que se formaram nos últimos milhões de anos. Abriga possivelmente dezenas de milhares de estrelas no total, algumas visíveis e outras ainda escondidas nas nuvens de gás e poeira.
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Um oásis para os astrônomos - a Residência Paranal do ESO Ontem e Hoje
O ESO faz 50 anos este ano e, para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Foto da Semana especial de comparação "Ontem e Hoje", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos escritórios do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.
Desde Fevereiro de 2002 (ver eso0205), que a Residência Paranal tem abrigado o pessoal que trabalha no observatório principal do ESO. É no Paranal, no deserto do Atacama do Chile, que está localizado o Very Large Telescope (VLT). Este mês, as nossas fotografias do Ontem e Hoje - ambas tiradas pelo Embaixador Fotográfico Gerhard Hüdepohl - mostram-nos uma vista única de como foi construído este oásis no deserto.
A fotografia histórica mostra a Residência em construção no final de 2000. O edifício foi desenhado pela empresa alemã Auer+Weber e baseia-se numa forma em L subterrânea. Os materiais de construção têm a mesma cor do deserto, para ajudar o edifício a integrar-se na paisagem circundante. A área central da Residência, parcialmente completa, assemelha-se a um anfiteatro, com degraus de pedra a céu aberto.
Hoje, a Residência tem um ar completamente diferente! Apesar de ser um edifício subterrâneo, o design característico do edifício cria um interior que transmite a sensação de espaço aberto. O hall central encontra-se protegido por uma cúpula de cristal com 35 metros de diâmetro, a qual permite que a luz natural invada o edifício. O anfiteatro de 2000 transformou-se num luxuriante jardim tropical, com uma piscina na região mais baixa. Tanto o jardim como a piscina foram desenhados no intuito de aumentarem a umidade no interior, permitindo ao pessoal que aqui trabalha recuperar das condições extremamente áridas do exterior, um dos locais mais secos da face da Terra.
Graças ao design único da Residência, a sua fama espalhou-se para além do mundo da Astronomia. Por exemplo em 2008, foram aqui filmadas cenas para o filme de James Bond, Quantum of Solace, onde a Residência era o hotel "Perla de las Dunas" [1]. Em 2009, a Residência foi selecionada como um dos "dez edifícios top da década" pelo jornal Guardian do Reino Unido (ver ann0940) e em 2012, o Observatório do Paranal, juntamente com a Residência, fez parte da campanha publicitária da Land Rover "Perfect Places" (ver ann12008).
Notas
[1] Para mais informações sobre James Bond no Cerro Paranal ver eso0807, eso0838 e http://www.eso.org/public/outreach/bond/BondatParanal.html
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Imagem histórica
Imagem atual
Composição lado a lado das imagens histórica e atual
Embaixadores Fotográficos do ESO
Marte, 2099?
Numa noite escura e fria em Marte, no meio de um deserto árido, uma estrada estreita iluminada por luzes artificiais serpenteia até a um posto humano avançado no cume de uma velha montanha. Ou, pelo menos, é o que um fã de ficção científica poderia pensar desta imagem quase extraterrestre.
Na realidade, a fotografia mostra o Observatório do Paranal do ESO, local do Very Large Telescope (VLT), na Terra. No entanto, é fácil imaginá-la como uma imagem futura de Marte, talvez no final do século. Por isso mesmo é que Julien Girard, o autor da fotografia, lhe deu o nome de Marte 2099.
Situado a 2600 metros de altitude, o Observatório do Paranal encontra-se numa das regiões mais secas e desoladas da Terra, no deserto do Atacama do Chile. A paisagem é tão "marciana", que a Agência Espacial Europeia (ESA) e a NASA testam os rovers marcianos nesta região. Como exemplo, uma equipe da ESA acaba de testar neste local o rover autônomo Seeker, tal como anunciado em ann12048.
Esta imagem foi obtida ao pôr do Sol, na direção do VLT, para sudoeste, a partir do telescópio de rastreio VISTA, que se situa num pico adjacente. A oeste temos o Oceano Pacífico, situado a apenas 12 quilômetros do Paranal. Por cima do pico do Paranal, podemos observar a Via Láctea, com a marca inconfundível do céu austral - o Cruzeiro do Sul.
No Paranal, os céus podem ser tão límpidos e escuros em noites sem Lua, que a luz da Via Láctea é suficiente para formar sombras. Esta é a razão pela qual o ESO escolheu este local para instalar o VLT, beneficiando o observatório das melhores condições de observação em todo o mundo.
Julien Girard é um astrônomo do ESO que trabalha no Chile, no VLT. Julien submeteu esta fotografia no grupo Flickr Your ESO Pictures. O grupo Flickr é regularmente revisto e as melhores fotografias são selecionadas para divulgação na nossa popular série "Foto da Semana", ou na galeria. Em 2012, no âmbito do 50º aniversário do ESO, damos igualmente destaque às vossas fotografias históricas relacionadas com o ESO.
Links
- Anúncio do ESO “Rover marciano autônomo testado no Observatório do Paranal do ESO”
- Nota de Imprensa do STFC, “Revolutionary navigation system for future Mars rovers”
- Esta fotografia anotada, na área de Julien Girard do Flickr
- Perfil de Julien Girard no Flickr
- O grupo Flickr “Your ESO Pictures”
- O anúncio de “Your ESO Pictures”
O Laser do Yepun e as Nuvens de Magalhães
Um dos maiores inimigos dos astrônomos é a atmosfera terrestre, que faz com que os objetos celeste apareçam desfocados quando observados por telescópios colocados no solo. Para minimizar este efeito, os astrônomos usam uma técnica chamada óptica adaptativa, na qual espelhos deformáveis controlados por computador são ajustados centenas de vezes por segundo de modo a corrigir a distorção causada pela atmosfera.
Esta imagem espetacular mostra Yepun [1], o quarto telescópio de 8,2 metros do Very Large Telescope do ESO (VLT), lançando um poderoso raio laser amarelo para o céu. O raio cria um ponto brilhante - uma estrela artificial - na atmosfera terrestre ao excitar uma camada de átomos de sódio a uma altitude de 90 km. Esta Estrela Guia Laser (LGS, sigla do inglês Laser Guide Star) faz parte do sistema de óptica adaptativa do VLT. A radiação refletida da estrela artificial é utilizada como referência para controlar os espelhos deformáveis e remover os efeitos das distorções atmosféricas, produzindo assim imagens astronômicas quase tão nítidas como se o telescópio estivesse no espaço.
O laser do Yepun não é a única coisa que brilha intensamente no céu. A Grande e Pequena Nuvens de Magalhães podem ser observadas, à esquerda e à direita do raio laser, respectivamente. Estas galáxias anãs irregulares próximas são objetos bastante proeminentes no hemisfério sul, podendo ser facilmente observadas a olho nu. A estrela brilhante na Grande Nuvem de Magalhães trata-se de Canopus, a estrela mais brilhante da constelação Carina, enquanto que a estrela que se encontra na parte superior direita da imagem é Achernar, a estrela mais brilhante na constelação Erídano.
Esta imagem foi obtida por Babak Tafreshi, um Embaixador Fotográfico do ESO.
Notas
[1] Os quatro telescópios do VLT têm nomes de objetos celestes na língua indígena mapuche, o mapudungun. Os telescópios chamam-se: Antu (UT1, o Sol), Kueyen (UT2, a Lua), Melipal (UT3, o Cruzeiro do Sul) e Yepun (UT4, Vênus).
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A Via Láctea em Cascata
Muitas fotografias astronômicas captam imagens extraordinárias do céu, e esta não é exceção. Há, no entanto, algo incomum neste panorama. Por trás do Very Large Telescope (VLT) do ESO, duas correntes de estrelas parecem descer tal qual quedas d'água, ou talvez subir como colunas de fumaça em direção aos céus. Este efeito deve-se ao fato do panorama capturar toda a abóbada celeste, desde o zênite até ao horizonte, em 360º completos. As duas correntes são, de fato, uma faixa única: o plano da nossa Galáxia, a Via Láctea, à medida que atravessa o céu de horizonte a horizonte. Quando passa por cima de nós, parece espalhar-se ao longo de toda a região superior do panorama, devido à distorção que é necessária para contermos toda a abóbada celeste numa imagem plana retangular.
Para entendermos melhor a imagem, imaginemos que a extrema esquerda está ligada à extrema direita, criando um arco à nossa volta, e que a parte de cima está toda contida num único ponto por cima de nós, ou seja, corresponde a toda a abóbada celeste que se encontra em cima.
Na parte esquerda da imagem, a silhueta da biruta do observatório pode ser vista por cima do edifício. À esquerda da biruta está uma mancha brilhante que é a Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha da Via Láctea. À direita, no plano da Via Láctea, podemos ver o brilho avermelhado da Nebulosa Carina e por cima desta encontra-se a escuridão correspondente à Nebulosa Saco de Carvão, próxima do Cruzeiro do Sul. Um pouco mais para cima vemos as duas estrelas brilhantes Alfa e Beta Centauri. Os quatro edifícios altos que se vêem na imagem acolhem os telescópios de 8,2 metros do VLT. Entre os dois telescópios da direita está o edifício menor do VLT Survey Telescope. À direita da imagem, podemos ainda observar o planeta Vênus que brilha logo acima do horizonte.
Este panorama, que mostra não somente o topo do Cerro Paranal, mas também o magnífico céu que o observatório estuda, foi criado pelo Embaixador Fotográfico do ESO Serge Brunier. Assim como a tecnologia de vanguarda do VLT expande a nossa visão do Universo, Serge também utilizou as técnicas fotográficas mais avançadas para capturar um hemisfério completo do céu numa só imagem - muito mais do que os nossos olhos poderiam ver duma só vez.
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Os computadores do ESO ao longo das décadas - O avanço extraordinário da tecnologia
O ESO faz 50 anos este ano e, para celebrar esta importante data, mostramos momentos do nosso passado. Uma vez por mês, durante todo o ano de 2012, publicamos uma Foto da Semana especial de comparação "Ontem e Hoje", onde mostramos como é que as coisas mudaram ao longo das décadas nos observatórios de La Silla e Paranal, nos escritórios do ESO em Santiago do Chile e na Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha.
O nosso par de fotografias deste mês mostra como o poder computacional aumentou drasticamente ao longo do tempo. Ambas as fotografias mostram o astrônomo austríaco Rudi Albrecht em frente a sistemas de computadores do ESO, mas em datas separadas por décadas.
Na imagem histórica, obtida em 1974 nos escritórios de ESO em Santiago, Chile, podemos ver Albrecht, com um lápis na mão, trabalhando em um código na frente de um teletipo. Albrecht estava desenvolvendo software para o Scanner de Espectro montado no telescópio de 1 metro do ESO [1], situado no Observatório de La Silla. Os dados eram processados em Santiago utilizando um mini-computador Hewlett Packard 2116, o qual se vê por detrás da impressora. Este computador volumoso, com um processador e uns extraordinários 16 kilobytes de memória magnética (!), guardava os resultados em fita magnética, prontos para serem processados em seguida pelos astrônomos visitantes nos computadores das suas instituições de trabalho. Para lidar com arquivos maiores que a memória disponível, Albrecht desenvolveu um sistema de memória virtual, o qual cedeu para o Centro de Software da Hewlett Packard.
A fotografia atual mostra Albrecht no Centro de Dados da Sede do ESO em Garching bei München, Alemanha, centro este que arquiva e distribui os dados dos telescópios do ESO. Albrecht encontra-se em frente a uma fileira que contém um sistema com 40 processadores, 138 terabytes de capacidade de armazenamento e 83 gigabytes de RAM - ou seja, 5 milhões de vezes mais do que a máquina que utilizava em 1974! Até o tablet que tem na mão é muito mais potente que a antiga máquina, fornecendo uma alternativa moderna ao lápis e ao papel.
Ao longo dos anos, os sistemas computacionais do ESO foram se desenvolvendo de modo a lidar com a quantidade cada vez maior de dados científicos produzidos pelos telescópios do observatório. Avanços na tecnologia ligada aos telescópios, detectores e computadores fazem com que os observatórios produzam agora quantidades enormes de imagens, espectros e catálogos. Por exemplo, os dois telescópios de rastreio no Paranal, o VST e o VISTA, produzem juntos cerca de 100 terabytes de dados por ano. Estamos a milhas dos dias da fita magnética e dos 16 kilobytes de memória!!
Notas
[1] O telescópio de 1 metro do ESO foi desativado em 1994.


















































