Foto da Semana

21 de Julho de 2014

Gigantes a trabalhar

Esta panorâmica da infraestrutura emblemática do ESO no norte do Chile foi obtida pelo Embaixador Fotográfico do ESO Gabriel Brammer. Com a Via Láctea coroando a imagem e um céu limpo como fundo, vemos o Very Large Telescope (VLT) a preparar-se para o trabalho no Observatório do Paranal do ESO.

Para criar esta imagem, Brammer combinou várias fotografias de exposição longa a fim de captar a ténue luz da Via Láctea à medida que esta passava sobre as cúpulas dos Telescópios Principais do VLT. Cada um destes gigantes tem 25 metros de altura e os seus nomes provêem de objetos celestes proeminentes, na língua da tribo local mapuche: o Sol, a Lua, a constelação do Cruzeiro do Sul e Vénus -  Antu, Kueyen, Melipal e Yepun, respetivamente. À esquerda podemos ver, nas suas cúpulas brancas redondas, os Telescópios Auxiliares mais pequenos, com as Pequena e a Grande Nuvens de Magalhães por cima.

A combinação de várias fotografias revela o movimento das cúpulas dos telescópios, cada uma acompanhada pela sua própria imagem fantasmagórica, à medida que se vão movendo durante a noite, no seguimento incessante dos objetos que observam no céu. O passar do tempo é também evidente com o céu brilhante do entardecer a dar lugar à noite escura pejada de estrelas, em direção ao lado esquerdo da imagem.

Para criar esta imagem, Brammer fotografou dois momentos com a máquina fotográfica exatamente na mesma posição: um ao pôr do Sol e outro a meio da noite.  Com as fotografias assim obtidas, Brammer criou dois panoramas completos, que utilizou seguidamente para compor a imagem que aqui mostramos.


14 de Julho de 2014

Um olhar às profundezas do céu

Consegue contar o número de pontos brilhantes nesta fotografia? Esta imagem de campo profundo foi obtida com o instrumento Wide Field Imager (WFI), uma câmara montada num telescópio de tamanho relativamente modesto, o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros situado no Observatório de La Silla, no Chile.

A imagem é uma das cinco regiões do céu cobertas pelo rastreio COMBO-17 (acrónimo do inglês para Classifying Objects by Medium-Band Observations in 17 filters), uma busca de objetos cósmicos no céu profundo, numa zona relativamente estreita do céu austral. Cada uma das cinco regiões cobre uma área no céu do tamanho da Lua Cheia e é observada através de 17 filtros de cor individuais.

O rastreio já revelou milhares de espécimens cósmicos previamente desconhecidos - mais de 25 000 galáxias e dezenas de milhares de estrelas e quasares distantes, o que mostra o quanto ainda temos a aprender sobre o Universo.

Alguns dos pontos de luz visível mais distantes observados nesta imagem são galáxias cuja luz viajou nove ou dez mil milhões de anos antes de chegar até nós. Ao estudar galáxias com diferentes idades, os astrónomos podem perceber como é que elas evoluem no tempo, desde as galáxias mais próximas e maduras semelhantes à nossa própria Galáxia, a Via Láctea, até às mais jovens situadas no Universo longínquo, que nos dão informação sobre a infância do cosmos.

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7 de Julho de 2014

Uma vista aérea do ESO

Esta fotografia aérea mostra a Sede do Observatório Europeu do Sul (ESO) em Garching bei München, Alemanha. Embora os observatórios do ESO se localizem no Chile, no hemisfério sul, Garching acolhe o centro científico, técnico e administrativo do ESO, onde programas de desenvolvimento são levados a cabo de modo a fornecer aos observatórios os mais avançados instrumentos.

Os edifícios no centro da imagem, ambos com um design curvo e elegante, são os dois edifícios principais da Sede do ESO - o que se encontra em cima foi o único edifício base da organização durante muitos anos, antes de se lhe ter juntado a nova extensão mais baixa de telhado vermelho, a qual foi inaugurada em dezembro de 2013. A estrutura preta redonda é o edifício técnico, onde se trabalha em novos instrumentos. Cada um dos edifícios individuais que compõem a Sede estão ligados por pontes curvas, as quais podem ser vistas no centro da imagem com uma forma preta de três braços.

A nova extensão, desenhada pelos arquitectos Auer+Weber, alberga  o número cada vez maior de pessoal do ESO, facilitando a investigação astronómica de ponta relativa ao design e fase de construção do European Extremely Large Telescope (E-ELT), o maior olho do mundo virado para o céu. Antes desta extensão existir, alguns membros do pessoal encontravam-se espalhados pelo campus de Garching, ocupando gabinetes em edifícios semelhantes aos edifícios brancos que se vêem à esquerda.

Esta fotografia aérea foi tirada a 9 de junho de 2014 pelo fotógrafo Ernst Graf (graf-flugplatz.de).

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30 de Junho de 2014

Impressão, pôr do Sol

O Sol põe-se sobre o Observatório do Paranal, pintando toda uma paleta de tons subtis ao longo do céu e fazendo lembrar uma paisagem de Monet. As escassas nuvens brilham com os últimos raios de Sol e a claridade forte do ar é quase palpável - enfatizando a razão pela qual o ESO selecionou esta área do Chile para instalar o seu observatório. Raios crepusculares - e sombras das nuvens - afastam-se do Sol e parecem convergir no ponto anti-solar.

Duas das quatro cúpulas que albergam os Telescópios Auxiliares (AT) do Very Large Telescope (VLT) podem ser vistas à esquerda, esperando pacientemente pela escuridão antes de iniciarem o seu rastreio do cosmos.

Assim que o Sol se puser, os AT de 1,8 metros de diâmetro enviarão a radiação que colectam das estrelas ao Interferómetro do Very Large Telescope, o qual combina esta luz para produzir imagens muito nítidas do Universo. Os AT são móveis e estão montados em carris, podendo assim ser deslocados de modo a verem o céu de diferentes ângulos.

Esta fotografia foi colocada no grupo Flickr Your ESO Pictures a 8 de março de 2013 por Roger Wesson, um bolseiro que trabalha no Observatório do Paranal.


23 de Junho de 2014

A estrela artificial do VLT

Esta nova imagem, obtida pelo Embaixador Fotográfico do ESO Gianluca Lombardi, mostra uma imensidão de cores, desde uma bruma rosa que domina o fundo da imagem até aos azuis e brancos da Via Láctea no céu. Em primeiro plano podemos ver os Telescópios Principais do Very Large Telescope (VLT), instalado no Observatório do Paranal do ESO no Chile.

Cortando a imagem vemos uma linha amarela, que corresponde à estrela guia laser do VLT, parte do sistema de óptica adaptativa do telescópio que serve para compensar os efeitos da turbulência atmosférica nas imagens. A radiação vinda do espaço é distorcida quando passa pela atmosfera devido a variações locais. Sempre que possível, os astrónomos usam uma estrela brilhante para calibrar as observações, mas quando não existe uma tal estrela suficientemente perto do objeto em estudo, usa-se uma estrela artificial - criada apontando um laser brilhante e penetrante para a noite, como podemos ver na imagem.


16 de Junho de 2014

A estrada para o futuro

Esta nova imagem mostra o progresso na construção da estrada, plataforma e vala de serviço do local que acolherá o futuro European Extremely Large Telescope (E-ELT) no Cerro Armazones. O campo base pode ser visto embaixo à direita e a nova estrada aparece contornando o sopé da montanha.

A companhia chilena ICAFAL Ingeniería y Construcción S.A. deu início aos trabalhos de construção civil em março de 2014, com a construção de uma estrada que levará ao topo da montanha. Prevê-se que a construção dure 16 meses. A estrada, que dará o acesso necessário para que se possa construir futuramente o telescópio gigante, terá 11 metros de largura, 7 dos quais serão pavimentados com asfalto.

Um trabalhador da empresa, Sebastián Rivera Aguila, obteve esta fotografia na quinta-feira dia 12 de junho de 2014 quando, numa viagem de avião, passou por cima da montanha. Sebastián expressou o seu entusiamo: “É realmente difícil construir no deserto e eu sinto-me muito orgulhoso e feliz por fazer parte deste projeto tão importante. Quero agradecer à ICAFAL e ao ESO a oportunidade de poder participar em algo que fará um dia parte da História.”

Na quinta-feira, dia 19 de junho de 2014, a ICAFAL irá detonar a área no topo do Cerro Armazones, deslocando cerca de 5000 toneladas de rocha. Esta detonação faz parte do processo de nivelamento de larga escala que irá ajudar a modelar a montanha, de modo a que nesta se possa acomodar o telescópio de 39 metros e os edifícios associados ao observatório. Uma cerimónia oficial para marcar este evento terá lugar no Observatório do Paranal, situado a 20 quilómetros do local onde ocorrerá a explosão. O evento será transmitido online via webcast na Livestream das 17:30 às 19:30 (hora de Portugal Continental), embora este horário esteja ainda sujeito a alterações. Os interessados podem também seguir um live tweeting em @ESO na hashtag #EELTblast e fazer perguntas, em inglês, às quais tentaremos responder  em tempo real o melhor que nos for possível.


9 de Junho de 2014

Alvorada sobre o VLT

Esta imagem mostra o amanhecer sobre o Very Large Telescope (VLT) no Observatório do Paranal do ESO no Chile. Podemos ver em primeiro plano um dos Telescópios Principais do VLT iluminado pelo luar. Ao fundo estão dois dos Telescópios Auxiliares que apontam para o céu.

O VLT é composto por quatro Telescópios Principais de 8,2 metros e quatro Telescópios Auxiliares móveis de 1,8 metros. Os telescópios podem trabalhar em uníssono de modo a formar um interferómetro gigante: o Interferómetro do Very Large Telescope (VLTI). A radiação colectada por cada um dos telescópios é combinada pelo VLTI, usando um complexo sistema de espelhos em túneis subterrâneos, o que permite aos astrónomos observar detalhes até 16 vezes mais pormenorizados do que se se utilizassem os Telescópios Principais individualmente.

A fotografia foi tirada por Nicholas Blind, um astrónomo que visitou o Observatório do Paranal durante alguns dias em dezembro de 2012. Blind apenas esteve no observatório durante um curto período de tempo mas a sua estadia foi memorável. “O silêncio completo do local é tão pacífico e relaxante,” lembra ele. “Apenas se ouve o som do vento ou talvez o de um morcego perdido nesta área tão desolada. O céu límpido do Paranal lembra-me a cada momento quão pequenos somos e liga-me novamente à razão pela qual escolhi a astronomia como profissão.”

O Observatório do Paranal tem em média 330 noites límpidas por ano. De facto, graças à tecnologia, ao pessoal e às soberbas condições atmosféricas, o VLT é a infraestrutura terrestre individual mais produtiva do mundo.

Nicolas Blind submeteu esta fotografia no grupo Flickr “Your ESO Pictures”. O grupo Flickr é regularmente revisto e as melhores fotografias seleccionadas para fazerem parte da nossa popular série Fotografia da Semana ou da nossa galeria.

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2 de Junho de 2014

Coberto por um manto de estrelas

Enquadrado pelo luar, o quarto Telescópio Principal do Very Large Telescope do ESO (VLT), no Observatório do Paranal, encontra-se envolto no céu que estuda noite após noite.

Situado no topo do Cerro Paranal, a majestosa máquina encontra-se 2635 metros acima do nível do mar. O Paranal é o observatório terrestre mais avançado do mundo que opera no visível e a infraestrutura emblemática do ESO, sendo constituído por uma série de telescópios.

O Telescópio Principal número 4, conhecido por Yepun (Vénus), é um dos quatro Telescópios Principais do VLT, que também funciona com quatro Telescópios Auxiliares companheiros, formando o Interferómetro do VLT (VLTI). No interior de um edifício controlado termicamente, o Telescópio 4 utiliza o seu espelho de 8,2 metros para observar as estrelas e desvendar os mistérios do Universo.

Os outros três Telescópios Principais são conhecidos por Antu (Sol), Kueyen (Lua) e Melipal (Cruzeiro do Sul), nomes na língua do povo mapuche que vive 500 quilómetros a sul de Santiago.

A fotografia foi tirada pelo fotógrafo John Colosimo e consegue capturar tanto a beleza como a complexidade do Telescópio 4.

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26 de Maio de 2014

Uma corrente de estrelas sobre o Paranal

O céu por cima do Observatório do Paranal no norte do Chile é uma verdadeira maravilha para os Embaixadores Fotográficos do ESO, que experimentam incessantemente novas técnicas para obter imagens cada vez mais fantásticas da paisagem árida e única do local, assim como das infraestruturas de vanguarda que aí se situam.

Nesta imagem, Gianluca Lombardi combinou muitas exposições de longa duração para obter este efeito surpreendente - os Telescópios Principais e Telescópios Auxiliares que compõem o Very Large Telescope (VLT), com os seus movimentos aparecendo desfocados sob uma corrente de estrelas, enquanto o movimento aparente das estrelas no céu deixa traços que são capturados pela máquina fotográfica à medida que a Terra roda.

O VLT é a infraestrutura emblemática do ESO e o instrumento óptico mais avançado alguma vez construído. Os seus telescópios são os mais produtivos do mundo.


19 de Maio de 2014

Cada vez maiores

Um pequeno grupo de pessoas junta-se ao pé dos telescópios para ver cair a noite no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Para a maioria das pessoas o pôr do Sol marca o fim do dia de trabalho - a altura de descansar. No entanto, aqui não; de noite é quando o trabalho principal é executado, com um céu nocturno límpido como mesa de trabalho.

O grupo de pessoas parece pequeno quando comparado com os telescópios à esquerda. Estas cúpulas acolhem  os quatro Telescópios Auxiliares de 1,8 metros de diâmetro que fazem parte do Very Large Telescope (VLT). Mas o verdadeiro gigante da imagem encontra-se ainda mais à esquerda; se os Telescópios Auxiliares fazem com que as pessoas pareçam minúsculas, o Telescópio Principal do VLT que aparece na imagem faz com que pareçam formigas. O VLT conta com quatro destes telescópios de 8,2 metros, telescópios estes que se encontram entre os maiores do planeta.

No entanto, se pensa que estes telescópios são grandes, espere pelo European Extremely Large Telescope (E-ELT), que deve entrar em funcionamento no início dos anos 2020. O seu espelho terá o incrível diâmetro de 39 metros! Olhando para o futuro, o ESO continuará a dar ao mundo olhos virados para o céu cada vez maiores e melhores.


12 de Maio de 2014

Rastos de estrelas por cima dos cactos no deserto do Atacama

Esta bela imagem, tirada no deserto do Atacama no Chile, mostra rastos de estrelas que circundam o polo sul celeste, sobre uma paisagem dominada por cactos. Os rastos de estrelas mostram o movimento aparente das estrelas no céu, à medida que a Terra roda lentamente, e são capturados fazendo longas exposições com a máquina fotográfica.

Uma exposição profunda final foi sobreposta aos rastos, revelando muitas mais estrelas ténues e a Via Láctea sul, a subir mesmo por cima do horizonte, com as suas zonas de poeira escura e a bem conhecida mancha brilhante cor de rosa da Nebulosa Carina. No lado direito da imagem, podemos ver também as galáxias satélite da Via Láctea, a Grande (em cima, no centro) e a Pequena (em baixo, à direita) Nuvens de Magalhães.


5 de Maio de 2014

Os planetas alinham-se sobre La Silla

O Sol põe-se sobre La Silla, um dos observatório do ESO no Chile, dando origem a um intenso brilho laranja em todo o horizonte.

Esta imagem, obtida por David Jones, mostra o alinhamento de três planetas sobre os telescópios do ESO em junho de 2013. O trio, que pode ser visto à esquerda do centro, é composto por Júpiter (embaixo à esquerda, quase invisível na cor laranja do pôr do Sol), Vénus (ao centro) e Mercúrio (em cima à direita) - ver imagem anotada.

Alinhamentos como este acontecem apenas uma vez em vários anos, por isso este é um verdadeiro acontecimento para fotógrafos e astrónomos. Quando três (ou mais) corpos celestes se alinham no céu desta maneira, damos ao fenómeno o nome de sizígia. Veja esta outra imagem da mesma sigízia, que mostra praticamente a mesma coisa (de maio de 2013).

“Esta fotografia foi tirada durante uma campanha de observação de cinco noites com o New Technology Telescope de 3,6 metros em La Silla, ou seja, tive imensa sorte em ter o tempo de observação nesta altura e assim poder tirar a fotografia,” acrescenta o fotógrafo David Jones. “A proximidade dos três planetas durou apenas cerca de uma semana e será apenas em 2026 que um fenómemo destes ocorrerá de novo. Por isso esta foi uma fotografia obtida mesmo com muita sorte!”

Situado numa das regiões mais secas da Terra, na periferia do deserto chileno do Atacama, as condições atmosféricas neste local são tão estáveis que fornecem céus límpidos e muito claros. A imagem é na realidade a junção de duas fotografias com tempos de exposição diferentes, o que nos dá uma vista detalhada do observatório na altura em que o Sol se põe.

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28 de Abril de 2014

Lamas em La Silla

Esta imagem mostra um rochedo perto do Observatório de La Silla do ESO, no Chile, na periferia do deserto do Atacama, a 2400 metros acima do nível do mar.

Sobre o rochedo podemos ver vários petróglifos - desenhos gravados nas rochas - que mostram homens e lamas. Os lamas foram historicamente muito importantes nas culturas sul americanas. Eram usados em toda a região como fonte de alimento e lã e também como animais de carga. A importância dos lamas reflete-se nas crenças dos povos pré-colombianos que habitavam a região - os pastores incas adoravam uma divindade chamada Urcuchillay, um lama multicolor que velava sobre os animais. O nome de Urcuchillay foi também dado à constelação da Lira pelos antigos astrónomos incas.

O lama era também honrado nas constelações incas. Estas constelações eram formadas por manchas escuras no plano brilhante da Via Láctea, em vez de estrelas brilhantes - como na tradição ocidental. Uma destas constelações escuras era conhecida por Yacana (o Lama). Tratava-se de uma constelação que se estendia desde o centro galáctico em direção ao Cruzeiro do Sul e onde o olho do lama era a nossa estrela vizinha Alfa Centauri.

Esta imagem foi obtida por Håkon Dahle, um fotógrafo profissional que submeteu esta fotografia no grupo Flickr "Your ESO Pictures". O grupo Flickr é revisto regularmente e as melhores fotografias são selecionadas para fazerem parte da nossa popular série Fotografia da Semana ou da nossa galeria.

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21 de Abril de 2014

Bestas de carga

Muitas mãos facilitam o trabalho ou talvez neste caso o mais apropriado seja “muitas rodas facilitam o trabalho”. A fotografia mostra um dos transportadores do ALMA, o Otto, que, juntamente com o seu companheiro Lore, é responsável por transportar as antenas ALMA até ao cimo do planalto do Chajnantor, um local situado a cerca de 5000 metros acima do nível do mar no norte do Chile. Depois de colocar as antenas, os dois camiões têm ainda a tarefa de as reposicionar segundo as necessidades dos cientistas. Neste vídeo podemos ver o Otto em acção.

Estas duas poderosas bestas de carga encontram-se na vanguarda dos veículos feitos à medida. Foram especialmente concebidos para o ESO pela fábrica alemã Scheuerle Fahrzeugfabrik, que tem grande experiência no transporte de cargas pesadas, como o foguete Antares e uma plataforma de petróleo com umas impressionantes 15 000 toneladas!

Os transportadores são idênticos exceptuando a cor dos corrimões de segurança dos veículos. Como podemos ver na imagem, o Otto apresenta estes corrimões vermelhos, enquanto o Lore pode ser identificado por um conjunto de corrimões verdes. Cada camião possui dois motores a gasóleo com uma potência de 700 cavalos cada um, num total de 1400 cavalos por veículo. Ambos os camiões podem ser controlados remotamente, permitindo aos operadores uma vista desimpedida quando se trata de posicionar as antenas com uma precisão de milímetros.

Os transportadores ALMA são uma parte integrante da infraestrutura ALMA, tanto que podem quase ser considerados como fazendo parte do telescópio. Sem os dois veículos, a construção, operação e manutenção da rede não seria possível.


14 de Abril de 2014

La Silla posa para fotografia em Ultra HD

Uma cortina de estrelas rodeia o New Technology Telescope (NTT) de 3,58 metros nesta nova fotografia em Ultra Alta Definição, obtida durante a Expedição Ultra HD do ESO [1]. A fotografia foi tirada na primeira noite de trabalho no Observatório de La Silla do ESO, que se situa 2400 metros acima do nível do mar, na periferia do deserto chileno do Atacama.

A majestosa cúpula do telescópio alinha-se perfeitamente com a região central da Via Láctea - a região mais brilhante e a área que obscurece o centro galáctico. A altura da cúpula octogonal que acolhe o NTT domina a imagem, em silhueta contra o cosmos resplandecente  e quase parece consumir a Via Láctea. Esta cúpula de telescópio foi considerada um avanço tecnológico notável quando ficou pronta em 1989. 

Visível à esquerda da Via Láctea encontra-se a brilhante estrela laranja Antares no centro do Escorpião. Saturno pode ser visto como o ponto mais brilhante à esquerda acima de Antares e as estrelas Alfa e Beta Centauri brilham no cimo da imagem à direita. O Cruzeiro do Sul e a nebulosa escura do Saco de Carvão podem igualmente ser vistas por cima de Alfa e Beta Centauri.

La Silla foi o primeiro observatório do ESO, inaugurado em 1969. O NTT foi o primeiro telescópio no mundo a possuir um espelho primário controlado por computador, tendo desbravado terreno na área da conceção e engenharia de telescópios e abrindo caminho para o Very Large Telescope do ESO.

Notas

[1] A equipa é constituída pelo video-fotógrafo do ESO, Herbert Zodet, e três Embaixadores Fotográficos do ESO: Yuri Belestsky, Christoph Malin e Babak Tafreshi. Este link fornece informação sobre os parceiros tecnológicos da expedição e existe também um blog dedicado neste link.


7 de Abril de 2014

Bola de fogo cósmica cai sobre o ALMA

Esta nova imagem, obtida no Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) é outra das fotografias em Ultra Alta Definição obtida durante a Expedição Ultra HD do ESO. O ALMA, situado 5000 metros acima do nível do mar no remoto e inóspito planalto do Chajnantor nos Andes chilenos, é a segunda etapa dos quatro Embaixadores Fotográficos do ESO [1] na sua viagem de 17 dias. Os profissionais encontram-se munidos de equipamento Ultra HD de vanguarda de modo a capturarem a verdadeira majestade e grandeza de lugares como o que mostra a imagem [2] [3].

Podemos ver algumas das 66 antenas de alta precisão que compõem o ALMA, apontando para cima, à medida que estudam as nuvens frias do espaço interestelar e perscrutam em profundidade as nossas misteriosas origens cósmicas.

O impressionante traço de luz visível sobre a rede ALMA é uma estrela cadente, que rasga a imagem num vívido traço de cores. Tons verde esmeralda, dourados e ligeiramente avermelhados brilham intensamente à medida que o meteoro, ao atravessar a atmosfera terrestre, vai ardendo na sua viagem flamejante ao longo do céu. Quando a bola de fogo de alta velocidade - que é, na realidade, um pequeno grão de rocha do espaço interplanetário - interage com a atmosfera, aquece e vaporiza as suas camadas exteriores, que ficam para trás num traço incandescente. Estes traços desaparecem em apenas alguns segundos, no entanto este foi aqui capturado pelo simples carregar de um botão.

A estrela mais brilhante da constelação da Virgem, chamada Spica, e o nosso vizinho planeta Marte brilham intensamente no centro da imagem - espectadores cósmicos desta descida ardente, à medida que aparecem acima do horizonte.

A Expedição Ultra HD começou em Santiago, no Chile,  a 25 de março de 2014. Esta imagem foi tirada durante a oitava noite de trabalho da equipa, no planalto do Chajnantor. A equipa encontra-se atualmente no Observatório de La Silla, o primeiro observatório do ESO no Chile, e amanhã, depois de uma última noite, encerrará finalmente a longa viagem de regresso a casa. O material Ultra HD obtida na expedição estará brevemente disponível online de forma gratuita, à medida que o ESO for divulgando imagens extremamente nítidas de perder o fôlego, trazendo o Universo para mais perto de nós. Esta imagem foi obtida pelo Embaixador Fotográfico do ESO e Cinematógrafo de Timelapse Christoph Malin.

Notas

[1] A equipe é composta pelo vídeo-fotógrafo do ESO Herbert Zodet e três Embaixadores Fotográficos do ESO, Yuri Beletsky, Christoph Malin e Babak Tafreshi. Informação sobre os parceiros tecnológicos da expedição pode ser encontrada aqui.

[2] O equipamento usado na expedição inclui: Vixen Optics Polarie Star Tracker, máquinas fotográficas Canon EOS-1D C e 6D, Stage One Dolly e robot de controlo de câmara eMotimo TB3 de três eixos, discos Angelbird SSD2go, software LRTimelapse, estojos de transporte Peli Storm, estações de trabalho 4K PC da Magic Multimedia, sistema Novoflex QuadroPod, baterias Intecro e software Granite Bay.

[3] Os parceiros tecnológicos são: Canon, Kids of All Ages, Novoflex, Angelbird, Sharp, Vixen, eMotimo, Peli, Magic Multi Media, LRTimelapse, Intecro e Granite Bay Software.


31 de Março de 2014

Capturando o Universo em Ultra Alta Definição

Esta imagem obtida no Observatório do Paranal do ESO é a primeira fotografia da Expedição Ultra HD do ESO - uma viagem pioneira que está neste momento a ser levada a cabo por quatro vídeo-fotógrafos e Embaixadores Fotográficos do ESO de renome internacional [1]. Equipados com dispositivos Ultra HD de vanguarda [2] [3], estes profissionais estão a obter imagens dos três locais de observação do ESO no Chile em todo o seu esplendor, ao mesmo tempo que documentam a viagem num blog dedicado.

Podemos ver nesta invulgar imagem os quatro Telescópios Principais do VLT (Antu, Kueyen, Melipal e Yepun), um dos Telescópios Auxiliares da mesma infraestrutura e o Telescópio de Rastreio do VLT (VST). Usando uma lente olho de peixe, obtém-se esta vista de 360º do local - recriando o mundo do Paranal com a Via Láctea ao centro.

Jóias cósmicas distantes encontram-se espalhadas por cima do VLT, salpicando os tons azul safira do céu noturno. Próximo do cimo da imagem, vemos a Lua e Vénus lado a lado, brilhando intensamente com Saturno (que se encontra mesmo por cima da cúpula situada no fundo da imagem), alinhando-se perfeitamente ao longo da eclíptica. Estão também visíveis Antares, Vega e Altair, algumas das estrelas mais brilhantes do céu [4]. Duas galáxias anãs irregulares vizinhas da Via Láctea, a Pequena e a Grande Nuvens de Magalhães, podem ser vistas brilhando fracamente à esquerda, próximo do Telescópio Auxiliar. Toda este material, obtido através da lente olho de peixe durante a expedição, será brevemente distribuído de forma gratuita para ser utilizado em espetáculos de planetário (tais como os que serão apresentados no futuro centro Supernova ESO a partir de 2017).

A expedição começou em Santiago do Chile a 25 de março de 2014. No dia seguinte a equipa partiu para o primeiro observatório do itinerário - o Observatório do Paranal do ESO, onde esta imagem foi obtida a 26 de março de 2014. A equipa permanecerá neste local durante os próximos dias capturando fotografias, vídeos e panoramas do Paranal - local que acolhe a infraestrutura emblemática do ESO, o Very Large Telescope - antes de partir em direção ao Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), seguindo depois para o Observatório de La Silla e voltando à Europa a 8 de abril.

Notas

[1] A equipa é composta pelo vídeo-fotógrafo do ESO Herbert Zodet e três Embaixadores Fotográficos do ESO, Yuri Beletsky, Christoph Malin e Babak Tafreshi. Informação sobre os parceiros tecnológicos da expedição pode ser encontrada aqui.

[2] O equipamento usado na expedição inclui: Vixen Optics Polarie Star Tracker, máquinas fotográficas Canon EOS-1D C e 6D, Stage One Dolly e robot de controlo de câmara eMotimo TB3 de três eixos, discos Angelbird SSD2go, software LRTimelapse, estojos de transporte Peli Storm, estações de trabalho 4K PC da Magic Multimedia, sistema Novoflex QuadroPod, baterias Intecro e software Granite Bay.

[3] Os parceiros tecnológicos são: Canon, Kids of All Ages, Novoflex, Angelbird, Sharp, Vixen, eMotimo, Peli, Magic Multi Media, LRTimelapse, Intecro e Granite Bay Software.

[4] A versão anotada da imagem mostra os planetas e estrelas que podem ser vistos no céu noturno.

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24 de Março de 2014

Enquadrando o céu noturno

Os observatórios do ESO situam-se em locais privilegiados onde os astrofotógrafos conseguem obter imagens fantásticas do cosmos, mas não é só isso. Às vezes, também se conseguem obter imagens que, embora sejam do nosso próprio planeta, parecem de outro mundo. Esta fotografia foi tirada pelo embaixador fotográfico do ESO Gabriel Brammer, que usou uma lente olho de peixe para criar este efeito redondo. O céu limpo sobre o Paranal parece uma bola de cristal cheia de estrelas, com a plataforma do Very Large Telescope (VLT) emoldurando a fotografia.

Embaixo à esquerda podemos ver os quatro Telescópios Principais do VLT, cada um com 25 metros de altura, observando o céu noturno, um deles apontando o seu laser para o céu. Espalhadas pela parte superior esquerda da imagem estão as cúpulas redondas dos Telescópios Auxiliares do VLT, sob a brilhante Via Láctea. As duas manchas difusas por cima do laser são a Grande e a Pequena Nuvens de Magalhães, duas das galáxias mais próximas da nossa.

Esta imagem foi criada a partir de diversas fotografias de grande angular, que juntas formam a imagem completa.


17 de Março de 2014

Um arco de leite sobre o Paranal

Outra noite límpida no Observatório do Paranal do ESO, no Chile, perfeita para nos sentarmos e observarmos a nossa galáxia, a Via Láctea. Muitos de nós, que vivemos em cidades com muita população e poluição luminosa, não conseguimos observar a nossa casa cósmica com tantos detalhes.

Sabemos que esta vista magnífica é a nossa casa galáctica, mas os antigos gregos pensavam que se tratava do trabalho dos deuses. As suas lendas contam que este trilho nebuloso ao longo do céu era na realidade o leite do seio de Hera, a esposa de Zeus. É também aos antigos gregos que devemos o nome “Via Láctea”. A frase em grego Γαλαξίας κύκλος, que se pronuncia galaxias kyklos significa “círculo lácteo” e é a raiz do nome moderno.

Esta imagem foi obtida pelo Embaixador Fotográfico do ESO Gabriel Brammer. Podemos ver Brammer de pé no lado direito da imagem, a admirar a vista, depois de ter colocado a sua máquina fotográfica para capturar a vista magnífica que o céu oferece.


10 de Março de 2014

O cometa da Rosetta começa a acordar

No dia 20 de janeiro de 2014 a sonda espacial da ESA Rosetta emergiu de uma longa hibernação de espaço profundo para se aproximar do seu alvo - o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (67P/CG).

Visto a partir da Terra, o cometa 67P/CG acaba de reaparecer de trás do Sol. No dia 28 de fevereiro de 2014, o Very Large Telescope do ESO (VLT) apontou o seu olho para o cometa, assim que este se tornou visível a partir do Observatório do Paranal do ESO, no Chile. O ESO está a colaborar com a ESA no intuito de monitorizar o cometa a partir do solo, à medida que a sonda Rosetta se aproxima deste nos próximos meses. Estas observações ajudarão a preparar o encontro principal da sonda com o cometa, previsto para agosto deste ano (ver potw1403a).

Esta nova imagem, e muitas mais que ainda estão para vir, será usada pela ESA para ajustar a navegação de Rosetta e para monitorar quanta poeira é que o cometa está a liberar. A imagem da esquerda foi criada ao juntar várias exposições individuais de modo a mostrar as estrelas de fundo - que foram deslocadas para compensar o movimento do cometa. O cometa propriamente dito aparece como um pequeno ponto mesmo por cima do rastro de uma das estrelas (no centro da circunferência vermelha). A imagem da direita mostra o cometa depois de subtraídas as estrelas de fundo.

Esta nova imagem mostra o cometa 67P/CG a tornar-se cada vez mais brilhante, indicando que o gelo no seu núcleo começou a evaporar-se, à medida que aquece com a aproximação ao Sol. Tal como a sonda Rosetta, o cometa começa também a sair da sua hibernação.

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