Foto da Semana

29 de Setembro de 2014

Um emu no céu por cima do Paranal

No cume do Cerro Paranal, no deserto chileno do Atacama, dois dos Telescópios Principais do Very Large Telescope desfrutam do silêncio das estrelas, observando a Via Láctea que arqueia sobre o Observatório do Paranal do ESO.

Podem ser vistos na imagem vários objetos interessantes. Os mais proeminentes são as duas Nuvens de Magalhães - a Pequena e a Grande - que se encontram no meio dos dois telescópios. Em contraste, a Nebulosa do Saco do Carvão pode ser vista como uma mancha escura no meio da Via Láctea, parecendo uma gigantesca impressão digital cósmica por cima do telescópio da esquerda.

As Nuvens de Magalhães fazem parte do Grupo Local de galáxias, onde se inclui a nossa própria Galáxia, a Via Láctea. A Grande Nuvem de Magalhães situa-se a 163 000 anos-luz de distância da Via Láctea e a Pequena está a 200 000 anos-luz. A Nebulosa do Saco do Carvão, comparativamente, está à mera distância de 600 anos-luz do Sistema Solar e é a nebulosa escura mais visível no nosso céu.

O Saco do Carvão foi registrado por muitas culturas antigas e é identificada como a cabeça do Emu no Céu por diversos grupos indígenas australianos. Os aborígenes são muito provavelmente os mais antigos praticantes de astronomia do mundo e identificam as suas constelações pelas nebulosas escuras - em oposição às estrelas, usadas na tradição ocidental.

No hemisfério sul estas nuvens escuras são mais proeminentes do que no céu setentrional. Outras culturas têm também constelações escuras como, por exemplo, os Incas da América do Sul. Uma constelação particularmente importante para os astrônomos incas era a Urcuchillay (o Lhama), simbolizando a importância dos animais na sua cultura, como fonte de comida, lã e transporte.

Esta imagem foi obtida pelo Embaixador Fotográfico do ESO Yuri Beletsky.


22 de Setembro de 2014

Estonteantes rastos de estrelas sobre o SEST

O Telescópio Sueco-ESO Submilimétrico (SEST, Swedish-ESO Submillimetre Telescope) de 15 metros de diâmetro, foi construído em 1987 e esteve em operação no Observatório de La Silla do ESO, no Chile, até ser desativado em 2003.

Na altura da sua construção, o SEST era o único rádio telescópio no hemisfério sul concebido para observar o Universo submilimétrico e abriu caminho para telescópios como o APEX (Atacama Pathfinder Experiment) e o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), ambos situados no Chajnantor.

Nesta imagem vemos o céu pejado de rastos de estrelas, resultado de um longo tempo de exposição da máquina fotográfica. A radiação estelar é refletida com ângulos diferentes em direção à máquina fotográfica pela antena parabólica gigante. No fundo da imagem vemos o telescópio de 3,6 metros do ESO na sua cúpula, perscrutando silenciosamente o Universo.

Esta fotografia estonteante do telescópio SEST em La Silla foi tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO José Joaquín Pérez.

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15 de Setembro de 2014

Alvorada em La Silla

A imagem mostra o Observatório de La Silla do ESO com a Via Láctea no fundo. Fundado nos anos 1960, La Silla foi o primeiro observatório do ESO a ser construído no Chile.

Visível no centro da imagem encontra-se a forma retangular do New Technology Telescope (NTT) do lado esquerdo e o telescópio de 3,6 metros do ESO à direita. O NTT de 3,58 metros foi inaugurado em 1989 e foi o primeiro telescópio do mundo a poder contar com um espelho principal controlado por computador. O espelho é flexível e a sua forma é ajustada de maneira ativa durante as observações no intuito de preservar uma qualidade de imagem muito boa. Esta tecnologia, conhecida por óptica ativa, é atualmente aplicada a todos os telescópios modernos principais - incluindo  o Very Large Telescope no Cerro Paranal e o futuro European Extremely Large Telescope.

La Silla acolhe vários outros telescópios, incluindo o SEST (Telescópio Submilimétrico Sueco-ESO) e o robótico TAROT, o qual é usado para monitorar eventos que ocorrem rapidamente, como por exemplo explosões de raios gama.

Esta fotografia foi tirada pelo Embaixador Fotográfico do ESO José Joaquín Pérez. Quando não está a tirar fotografias do céu noturno, José trabalha como engenheiro agrícola, protegendo culturas no centro do Chile.


8 de Setembro de 2014

O VLT segue o cometa de Rosetta

A mancha brilhante e desfocada que se vê no centro desta imagem trata-se do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, ou 67P/C-G. Este não é um cometa qualquer mas sim o alvo da sonda espacial Rosetta da ESA, que se encontra atualmente no interior da coma do cometa, a menos de 100 quilômetros do seu núcleo [1]. Com a Rosetta tão próxima do cometa, a única maneira de ver o 67P/C-G na sua totalidade é observá-lo a partir do solo.

Esta imagem foi obtida a 11 de agosto de 2014 com um dos telescópios de 8 metros do Very Large Telescope (VLT) do ESO, no Chile. Foi composta a partir da sobreposição de 40 exposições individuais, cada uma de 50 segundos, depois de removidas as estrelas de fundo, de modo a obter a melhor imagem possível do cometa. A sonda Rosetta encontra-se no interior do pixel central da imagem e é muito pequena para poder ser resolvida.

O VLT é composto por quatro Telescópios Principais individuais que podem trabalhar em uníssono ou separadamente. Estas observações foram feitas com o instrumento FORS2 (FOcal Reducer and low dispersion Spectrograph 2), montado no Telescópio Principal nº1, também conhecido por Antu, nome que significa “Sol” em mapuche, língua indígena chilena.

O FORS2 pode ser utilizado de diversas maneiras, mas no caso da campanha de Rosetta, os astrônomos usam-no para obter imagens do cometa e determinar o seu brilho, tamanho e forma, para além de analisar a composição da coma.

Apesar do 67P/C-G aparecer tênue nesta imagem, o objeto encontra-se claramente ativo, com uma coma de poeira que se estende 19 000 quilômetros além do núcleo. Esta coma é assimétrica uma vez que a poeira vai sendo varrida na direção oposta à do Sol - o qual se localiza na direção do canto inferior direito da imagem - e começa a formar uma característica cauda cometária.

Esta imagem do VLT faz parte de uma colaboração entre a ESA e o ESO, no intuito de observar o cometa 67P/C-G a partir do solo, enquanto a sonda Rosetta se encontra a efetuar medições no cometa. Em média, o VLT obtém imagens deste objeto noite sim noite não. Estas exposições curtas são utilizadas para monitorar a atividade do cometa, ao estudar-se como é que o seu brilho varia. Os resultados são comunicados ao projeto Rosetta, constituindo parte da informação utilizada para planear a órbita da sonda em torno do 67P/C-G.

Notas

[1] A sonda Rosetta atingiu uma distância de 100 quilômetros ao núcleo do 67P/C-G a 6 de agosto de 2014 e desde essa altura que se tem vindo a aproximar do cometa.


1 de Setembro de 2014

Céu psicodélico

Esta fotografia psicodélica mostra uma noite de observação do pólo norte celeste a partir do Observatório Público Allgäu em Ottobeuren, na Alemanha. A fotografia mostra o telescópio refletor Cassegrain de 0,6 metros, que foi instalado em 1996.

O brilhante raio laser amarelo que parece varrer o céu nesta imagem de longa exposição, é a unidade de estrela guia laser Wendelstein do ESO, que foi testada em Allgäu. É uma versão menor da estrela guia laser que foi instalada no Very Large Telescope, no Paranal, Chile.

Uma estrela guia laser é usada para criar um ponto brilhante no céu, o qual pode ser utilizado como uma estrela artificial de referência, permitindo aos astrônomos medir como é que as estrelas reais se desfocam ou piscam, tal como são vistas normalmente a partir do solo. Estas medições são depois utilizadas para corrigir este efeito, permitindo assim obter imagens muito mais nítidas num processo conhecido por óptica adaptativa.

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25 de Agosto de 2014

Rastros de estrelas no deserto

No deserto do Atacama no Chile chove muito raramente. Apenas uma vez a cada vários anos é que chuva ou neve caem de forma significativa no Observatório de La Silla do ESO, geralmente coincidindo com um evento climático anormalmente quente, tal como o fenômeno do El Niño. Este deserto é o mais seco do planeta, o que o torna num lugar fantástico para observar o céu noturno.

Embora haja muito pouca chuva, alguns truques fotográficos podem fazer com que as estrelas pareçam chuva a cair nas montanhas circundantes, tal como se vê nesta imagem obtida a 21 de maio de 2013 por Diana Juncher, uma estudante de doutoramento em astronomia no Instituto Niels Bohr, na Dinamarca.

Diana esteve em La Silla durante duas semanas em maio de 2013, a observar exoplanetas na direção do centro da nossa Galáxia, no âmbito do seu trabalho de investigação. Durante a sua estadia, a estudante tirou esta fotografia de rastros de estrelas, a apenas 20 metros do telescópio dinamarquês de 1,54 metros, no Observatório de La Silla do ESO. Fotografias de rastros de estrelas como esta são obtidas através de uma exposição longa de modo a capturar o movimento aparente das estrelas à medida que a Terra roda.

Uma fina camada de neve cobre os topos das montanhas distantes e podem ver-se também nuvens abaixo de La Silla, perto do horizonte à esquerda. A área ligeiramente mais escura e vermelha à direita trata-se de uma mina de cobre a céu aberto. O cobre é a principal fonte econômica do Chile - o país é, de longe, o líder mundial na produção de cobre.

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18 de Agosto de 2014

Esculpindo os céus de La Silla

Raras nuvens brancas raiam o céu por cima do Observatório de La Silla do ESO nesta fotografia tirada no dia 11 de junho de 2012 pelo astrônomo Alan Fitzsimmons.

Este ambiente seco e inóspito com vento forte soprando ocasionalmente pode não ser o melhor local para se construir uma casa, mas é certamente o lugar ideal para os telescópios. Condições secas e áridas ajudam os astrônomos a evitar os problemas comuns das observação como a turbulência atmosférica, a poluição luminosa, a umidade e (na maioria das vezes) as nuvens, permitindo-lhe ter uma vista clara do cosmos. Mesmo neste dia raro com nuvens que a imagem mostra, o céu ficou limpo ao anoitecer e as observações tiveram lugar como de costume.

Os telescópios que estão instalados em La Silla - incluindo dois principais operados pelo ESO: o telescópio de 3,6 metros do ESO e o New Technology Telescope (NTT) - encontram-se equipados com instrumentos de vanguarda, o que lhes permite explorar ao máximo as condições de observação únicas que existem no norte do Chile.

É no telescópio de 3,6 metros do ESO que se encontra atualmente montado o High Accuracy Radial velocity Planet Searcher (HARPS), um  instrumento dedicado à descoberta de planetas extrasolares. O NTT foi pioneiro em óptica ativa, tendo sido o primeiro telescópio do mundo a ter um espelho primário controlado por computador.

La Silla foi o primeiro observatório do ESO no Chile inaugurado nos anos 1960 e tem, desde essa altura, desempenhado um papel fundamental.


11 de Agosto de 2014

Construindo uma estrada até ao Armazones

O ESO tem atualmente em funcionamento três observatórios na região chilena do deserto do Atacama: La Silla, Paranal e Chajnantor. No fundo desta imagem podemos ver o Paranal, a infraestrutura emblemática do ESO que acolhe o Very Large Telescope.

Nos próximos anos, estes três locais serão complementados com um quarto: Cerro Armazones, onde será construído o European Extremely Large Telescope (E-ELT). Com um espelho de 39 metros de diâmetro, o E-ELT será o maior olho do mundo virado para o céu, quando a sua construção estiver concluída em 2024.

O Cerro Armazones encontra-se atualmente ligado ao Paranal apenas por um caminho de terra batida, no entanto, como mostra a imagem, estão em curso obras. A companhia chilena ICAFAL Ingeniería y Construcción S.A. (ICAFAL) começou a construir no local em março deste ano (ann14019) e espera ver completada em cerca de 16 meses uma nova estrada asfaltada de 7 metros de largura. Além de construir a nova estrada que serpenteia pela paisagem chilena, a ICAFAL irá também nivelar o topo do Cerro Armazones, de modo a criar a plataforma onde será instalado o E-ELT.


4 de Agosto de 2014

Em busca de espaço

A 5000 metros acima do nível do mar, no cimo do planalto do Chajnantor no Chile, as antenas do observatório ALMA perscrutam o céu, buscando no Universo pistas das nossas origens cósmicas. Este planalto é um dos locais de observação mais elevados da Terra.

Visíveis entre os milhares de estrelas do lado direito da imagem estão a Pequena e a Grande Nuvens de Magalhães, que parecem manchas luminosas no céu. Estes objetos, que se assemelham a nuvens, são galáxias - duas das galáxias mais próximas da nossa Galáxia, a Via Láctea.

O objetivo principal do ALMA é observar os objetos mais frios e mais antigos do cosmos - o chamado “Universo frio”. A rede mede a radiação emitida nos comprimentos de onda milimétrico e submilimétrico, os quais se situam entre o infravermelho e as ondas rádio do espectro eletromagnético. O ALMA é composto por 66 antenas móveis, que podem ser deslocadas de modo a configurar a rede de acordo com as necessidades dos cientistas. Trata-se do maior projeto astronômico que existe.

Esta imagem do ALMA foi obtida pelo Embaixador Fotográfico do ESO Stéphane Guisard, um engenheiro óptico que trabalha no Very Large Telescope do ESO, no deserto do Atacama, no Chile.

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28 de Julho de 2014

Atacama alienígena

Próximo do Observatório ALMA do ESO, um ônibus de turismo levanta uma nuvem de poeira à medida que avança no deserto chileno. O ônibus transporta pessoal que se dirige para o Local de Apoio às Operações do ALMA, para iniciar um turno de 8 dias. No fundo da imagem vemos dois vulcões, os seus picos cobertos de neve tapados por nuvens.

Situados na fronteira entre a Bolívia e o Chile, estes vulcões inativos formaram-se em diferentes épocas geológicas, apesar de se encontrarem a pouca distância um do outro - o Licancabur, o vulcão da esquerda, é muito mais jovem que o seu vizinho mais pequeno, o Juriques.

O Licancabur é famoso pela sua forma quase simétrica e por acolher um dos lagos do planeta situados a maior altitude. A uma altitude de 5916 metros, o lago na caldeira do Licancabur alberga uma variedade de flora e fauna raras e tem sido extensamente estudado no intuito de se compreender como é que a vida se desenvolve nestes ambientes extremos. A região do Licancabur é das que mais se assemelham ao ambiente marciano e por isso, ao estudar a vida aqui presente, poderemos compreender melhor como é que a vida poderá florescer noutros planetas.

Esta imagem foi obtida por Armin Silber do ESO.


21 de Julho de 2014

Gigantes trabalhando

Esta panorâmica da infraestrutura emblemática do ESO no norte do Chile foi obtida pelo Embaixador Fotográfico do ESO Gabriel Brammer. Com a Via Láctea coroando a imagem e um céu limpo como fundo, vemos o Very Large Telescope (VLT) a preparar-se para o trabalho no Observatório do Paranal do ESO.

Para criar esta imagem, Brammer combinou várias fotografias de exposição longa a fim de captar a tênue luz da Via Láctea à medida que esta passava sobre as cúpulas dos Telescópios Principais do VLT. Cada um destes gigantes tem 25 metros de altura e os seus nomes provêem de objetos celestes proeminentes, na língua da tribo local mapuche: o Sol, a Lua, a constelação do Cruzeiro do Sul e Vênus -  Antu, Kueyen, Melipal e Yepun, respetivamente. À esquerda podemos ver, nas suas cúpulas brancas redondas, os Telescópios Auxiliares menores, com as Pequena e a Grande Nuvens de Magalhães por cima.

A combinação de várias fotografias revela o movimento das cúpulas dos telescópios, cada uma acompanhada pela sua própria imagem fantasmagórica, à medida que se vão movendo durante a noite, no seguimento incessante dos objetos que observam no céu. O passar do tempo é também evidente com o céu brilhante do entardecer a dar lugar à noite escura pejada de estrelas, em direção ao lado esquerdo da imagem.

Para criar esta imagem, Brammer fotografou dois momentos com a máquina fotográfica exatamente na mesma posição: um ao pôr do Sol e outro a meio da noite.  Com as fotografias assim obtidas, Brammer criou dois panoramas completos, que utilizou seguidamente para compor a imagem que aqui mostramos.


14 de Julho de 2014

Olhando as profundezas do céu

Consegue contar o número de pontos brilhantes nesta fotografia? Esta imagem de campo profundo foi obtida com o instrumento Wide Field Imager (WFI), uma câmera montada num telescópio de tamanho relativamente modesto, o telescópio MPG/ESO de 2,2 metros situado no Observatório de La Silla, no Chile.

A imagem é uma das cinco regiões do céu cobertas pelo rastreio COMBO-17 (acrônimo do inglês para Classifying Objects by Medium-Band Observations in 17 filters), uma busca de objetos cósmicos no céu profundo, numa região relativamente estreita do céu austral. Cada uma das cinco regiões cobre uma área no céu do tamanho da Lua Cheia e é observada através de 17 filtros de cor individuais.

O rastreio já revelou milhares de espécimens cósmicos previamente desconhecidos - mais de 25 000 galáxias e dezenas de milhares de estrelas e quasares distantes, o que mostra o quanto ainda temos a aprender sobre o Universo.

Alguns dos pontos de luz visível mais distantes observados nesta imagem são galáxias cuja luz viajou nove ou dez bilhões de anos antes de chegar até nós. Ao estudar galáxias com diferentes idades, os astrônomos podem perceber como é que elas evoluem no tempo, desde as galáxias mais próximas e maduras semelhantes à nossa própria Galáxia, a Via Láctea, até às mais jovens situadas no Universo longínquo, que nos dão informação sobre a infância do cosmos.

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7 de Julho de 2014

Uma vista aérea do ESO

Esta fotografia aérea mostra a Sede do Observatório Europeu do Sul (ESO) em Garching bei München, Alemanha. Embora os observatórios do ESO se localizem no Chile, no hemisfério sul, Garching acolhe o centro científico, técnico e administrativo do ESO, onde programas de desenvolvimento são levados a cabo de modo a fornecer aos observatórios os mais avançados instrumentos.

Os edifícios no centro da imagem, ambos com um design curvo e elegante, são os dois edifícios principais da Sede do ESO - o que se encontra em cima foi o único edifício base da organização durante muitos anos, antes de se lhe ter juntado a nova extensão mais baixa de telhado vermelho, a qual foi inaugurada em dezembro de 2013. A estrutura preta redonda é o edifício técnico, onde se trabalha em novos instrumentos. Cada um dos edifícios individuais que compõem a Sede estão ligados por pontes curvas, as quais podem ser vistas no centro da imagem com uma forma preta de três braços.

A nova extensão, desenhada pelos arquitetos Auer+Weber, alberga  o número cada vez maior de pessoal do ESO, facilitando a investigação astronômica de ponta relativa ao design e fase de construção do European Extremely Large Telescope (E-ELT), o maior olho do mundo virado para o céu. Antes desta extensão existir, alguns membros do pessoal encontravam-se espalhados pelo campus de Garching, ocupando escritórios em edifícios semelhantes aos edifícios brancos que se vêem à esquerda.

Esta fotografia aérea foi tirada a 9 de junho de 2014 pelo fotógrafo Ernst Graf (graf-flugplatz.de).

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30 de Junho de 2014

Impressão, pôr do Sol

O Sol põe-se sobre o Observatório do Paranal, pintando toda uma paleta de tons sutis ao longo do céu e fazendo lembrar uma paisagem de Monet. As escassas nuvens brilham com os últimos raios de Sol e a claridade forte do ar é quase palpável - enfatizando a razão pela qual o ESO selecionou esta área do Chile para instalar o seu observatório. Raios crepusculares - e sombras das nuvens - afastam-se do Sol e parecem convergir no ponto anti-solar.

Duas das quatro cúpulas que abrigam os Telescópios Auxiliares (AT) do Very Large Telescope (VLT) podem ser vistas à esquerda, esperando pacientemente pela escuridão antes de iniciarem o seu rastreio do cosmos.

Assim que o Sol se puser, os AT de 1,8 metros de diâmetro enviarão a radiação que coletam das estrelas ao Interferômetro do Very Large Telescope, o qual combina esta luz para produzir imagens muito nítidas do Universo. Os AT são móveis e estão montados em trilhos, podendo assim ser deslocados de modo a verem o céu de diferentes ângulos.

Esta fotografia foi colocada no grupo Flickr Your ESO Pictures a 8 de março de 2013 por Roger Wesson, um bolsista que trabalha no Observatório do Paranal.


23 de Junho de 2014

A estrela artificial do VLT

Esta nova imagem, obtida pelo Embaixador Fotográfico do ESO Gianluca Lombardi, mostra uma imensidão de cores, desde uma bruma rosa que domina o fundo da imagem até aos azuis e brancos da Via Láctea no céu. Em primeiro plano podemos ver os Telescópios Principais do Very Large Telescope (VLT), instalado no Observatório do Paranal do ESO no Chile.

Cortando a imagem vemos uma linha amarela, que corresponde à estrela guia laser do VLT, parte do sistema de óptica adaptativa do telescópio que serve para compensar os efeitos da turbulência atmosférica nas imagens. A radiação vinda do espaço é distorcida quando passa pela atmosfera devido a variações locais. Sempre que possível, os astrônomos usam uma estrela brilhante para calibrar as observações, mas quando não existe uma tal estrela suficientemente perto do objeto em estudo, usa-se uma estrela artificial - criada apontando um laser brilhante e penetrante para a noite, como podemos ver na imagem.


16 de Junho de 2014

A estrada para o futuro

Esta nova imagem mostra o progresso na construção da estrada, plataforma e vala de serviço do local que acolherá o futuro European Extremely Large Telescope (E-ELT) no Cerro Armazones. O campo base pode ser visto embaixo à direita e a nova estrada aparece contornando o sopé da montanha.

A companhia chilena ICAFAL Ingeniería y Construcción S.A. deu início aos trabalhos de construção civil em março de 2014, com a construção de uma estrada que levará ao topo da montanha. Prevê-se que a construção dure 16 meses. A estrada, que dará o acesso necessário para que se possa construir futuramente o telescópio gigante, terá 11 metros de largura, 7 dos quais serão pavimentados com asfalto.

Um trabalhador da empresa, Sebastián Rivera Aguila, obteve esta fotografia na quinta-feira dia 12 de junho de 2014 quando, numa viagem de avião, passou por cima da montanha. Sebastián expressou o seu entusiasmo: “É realmente difícil construir no deserto e eu sinto-me muito orgulhoso e feliz por fazer parte deste projeto tão importante. Quero agradecer à ICAFAL e ao ESO a oportunidade de poder participar em algo que fará um dia parte da História”.

Na quinta-feira, dia 19 de junho de 2014, a ICAFAL irá detonar a área no topo do Cerro Armazones, deslocando cerca de 5000 toneladas de rocha. Esta detonação faz parte do processo de nivelamento de larga escala que irá ajudar a modelar a montanha, de modo a que nesta se possa acomodar o telescópio de 39 metros e os edifícios associados ao observatório. Uma cerimônia oficial para marcar este evento terá lugar no Observatório do Paranal, situado a 20 quilômetros do local onde ocorrerá a explosão. O evento será transmitido online via webcast na Livestream das 17:30 às 19:30 (hora de Portugal Continental), embora este horário esteja ainda sujeito a alterações. Os interessados podem também seguir um live tweeting em @ESO na hashtag #EELTblast e fazer perguntas, em inglês, às quais tentaremos responder  em tempo real o melhor que nos for possível.


9 de Junho de 2014

Alvorada sobre o VLT

Esta imagem mostra o amanhecer sobre o Very Large Telescope (VLT) no Observatório do Paranal do ESO no Chile. Podemos ver em primeiro plano um dos Telescópios Principais do VLT iluminado pelo luar. Ao fundo estão dois dos Telescópios Auxiliares que apontam para o céu.

O VLT é composto por quatro Telescópios Principais de 8,2 metros e quatro Telescópios Auxiliares móveis de 1,8 metros. Os telescópios podem trabalhar em uníssono de modo a formar um interferômetro gigante: o Interferômetro do Very Large Telescope (VLTI). A radiação coletada por cada um dos telescópios é combinada pelo VLTI, usando um complexo sistema de espelhos em túneis subterrâneos, o que permite aos astrônomos observar detalhes até 16 vezes mais pormenorizados do que se se utilizassem os Telescópios Principais individualmente.

A fotografia foi tirada por Nicholas Blind, um astrônomo que visitou o Observatório do Paranal durante alguns dias em dezembro de 2012. Blind apenas esteve no observatório durante um curto período de tempo mas a sua estadia foi memorável. “O silêncio completo do local é tão pacífico e relaxante”, lembra ele. “Apenas se ouve o som do vento ou talvez o de um morcego perdido nesta área tão desolada. O céu límpido do Paranal lembra-me a cada momento quão pequenos somos e liga-me novamente à razão pela qual escolhi a astronomia como profissão”.

O Observatório do Paranal tem em média 330 noites límpidas por ano. De facto, graças à tecnologia, ao pessoal e às soberbas condições atmosféricas, o VLT é a infraestrutura terrestre individual mais produtiva do mundo.

Nicolas Blind submeteu esta fotografia no grupo Flickr “Your ESO Pictures”. O grupo Flickr é regularmente revisto e as melhores fotografias selecionadas para fazerem parte da nossa popular série Fotografia da Semana ou da nossa galeria.

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2 de Junho de 2014

Coberto por um manto de estrelas

Enquadrado pelo luar, o quarto Telescópio Principal do Very Large Telescope do ESO (VLT), no Observatório do Paranal, encontra-se envolto no céu que estuda noite após noite.

Situado no topo do Cerro Paranal, a majestosa máquina encontra-se 2635 metros acima do nível do mar. O Paranal é o observatório terrestre mais avançado do mundo que opera no visível e a infraestrutura emblemática do ESO, sendo constituído por uma série de telescópios.

O Telescópio Principal número 4, conhecido por Yepun (Vênus), é um dos quatro Telescópios Principais do VLT, que também funciona com quatro Telescópios Auxiliares companheiros, formando o Interferômetro do VLT (VLTI). No interior de um edifício controlado termicamente, o Telescópio 4 utiliza o seu espelho de 8,2 metros para observar as estrelas e desvendar os mistérios do Universo.

Os outros três Telescópios Principais são conhecidos por Antu (Sol), Kueyen (Lua) e Melipal (Cruzeiro do Sul), nomes na língua do povo mapuche que vive 500 quilômetros a sul de Santiago.

A fotografia foi tirada pelo fotógrafo John Colosimo e consegue capturar tanto a beleza como a complexidade do Telescópio 4.

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26 de Maio de 2014

Uma corrente de estrelas sobre o Paranal

O céu por cima do Observatório do Paranal no norte do Chile é uma verdadeira maravilha para os Embaixadores Fotográficos do ESO, que experimentam incessantemente novas técnicas para obter imagens cada vez mais fantásticas da paisagem árida e única do local, assim como das infraestruturas de vanguarda que aí se situam.

Nesta imagem, Gianluca Lombardi combinou muitas exposições de longa duração para obter este efeito surpreendente - os Telescópios Principais e Telescópios Auxiliares que compõem o Very Large Telescope (VLT), com os seus movimentos aparecendo desfocados sob uma corrente de estrelas, enquanto o movimento aparente das estrelas no céu deixa traços que são capturados pela máquina fotográfica à medida que a Terra gira.

O VLT é a infraestrutura emblemática do ESO e o instrumento óptico mais avançado já construído. Os seus telescópios são os mais produtivos do mundo.


19 de Maio de 2014

Cada vez maiores

Um pequeno grupo de pessoas junta-se ao pé dos telescópios para ver cair a noite no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Para a maioria das pessoas o pôr do Sol marca o fim do dia de trabalho - a altura de descansar. No entanto, aqui não; de noite é quando o trabalho principal é executado, com um céu noturno límpido como mesa de trabalho.

O grupo de pessoas parece pequeno quando comparado com os telescópios à esquerda. Estas cúpulas acolhem  os quatro Telescópios Auxiliares de 1,8 metros de diâmetro que fazem parte do Very Large Telescope (VLT). Mas o verdadeiro gigante da imagem encontra-se ainda mais à esquerda; se os Telescópios Auxiliares fazem com que as pessoas pareçam minúsculas, o Telescópio Principal do VLT que aparece na imagem faz com que pareçam formigas. O VLT conta com quatro destes telescópios de 8,2 metros, telescópios estes que se encontram entre os maiores do planeta.

No entanto, se pensa que estes telescópios são grandes, espere pelo European Extremely Large Telescope (E-ELT), que deve entrar em funcionamento no início dos anos 2020. O seu espelho terá o incrível diâmetro de 39 metros! Olhando para o futuro, o ESO continuará a dar ao mundo olhos virados para o céu cada vez maiores e melhores.


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